Na quinta-feira, 14 de maio de 2026, a Priner (PRNR3) divulgou que registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 1,2 milhão no primeiro trimestre de 2026, após ajustes de amortização de intangíveis e da cláusula de clawback da Real Estruturas, que somaram R$ 60,7 milhões, incluindo atualização monetária. O lucro líquido contábil foi de R$ 52,7 milhões, com margem líquida de 12,5% no período.
No 1T26, a receita líquida da Priner alcançou R$ 421,2 milhões, crescimento de 14,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025, embora com queda de 11,1% frente ao quarto trimestre de 2025. O lucro bruto somou R$ 64 milhões, com margem de 15,2%, abaixo dos 20% do 1T25, influenciado por chuvas atípicas no Quadrilátero Ferrífero que paralisaram temporariamente operações de mineração, montagem industrial e infraestrutura.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) contábil atingiu R$ 109,3 milhões no 1T26, enquanto o EBITDA ajustado ficou em R$ 59,8 milhões, alta de 49,1% ante os R$ 40,1 milhões de um ano antes, levando a margem EBITDA ajustada de 10,9% para 14,2%. O lucro operacional ajustado totalizou R$ 29,7 milhões, crescimento de 37,1% em relação ao 1T25, e o NOPAT ajustado (lucro operacional após impostos) trimestral foi de R$ 27,1 milhões.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) ajustado fechou o primeiro trimestre em 10,5%, abaixo dos 15,6% observados no 1T25, refletindo menor giro do capital investido e impacto das condições climáticas em Minas Gerais. A dívida líquida ao fim de março de 2026 somou R$ 624,3 milhões, com relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses de 1,98 vez, e o CAPEX atingiu R$ 51 milhões no trimestre, mais de sete vezes o valor do 1T25.
No segmento operacional, a receita de Siderurgia & Mineração foi de R$ 156,1 milhões, alta de 20,9% sobre o 1T25, enquanto Óleo & Gás somou R$ 182,3 milhões, aumento de 13,9%, e a linha Outros chegou a R$ 82,9 milhões, 3,8% acima do ano anterior. Em 31 de março de 2026, as ações ordinárias da Priner eram cotadas a R$ 19,50, valorização de 17,3% em doze meses, com valor de mercado de R$ 1,106 bilhão.








