O Grupo Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 201,2 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 12,2% em relação ao 1T25, com margem de 9,1% e taxa efetiva de imposto de 21,8%. No período, a receita bruta somou R$ 2,4 bi (R$ 2.410,2 mi), crescimento de 10,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
A companhia informou que o desempenho da receita foi puxado principalmente pelo segmento de medicina diagnóstica voltada ao consumidor final (B2C), que avançou 15,1%, sendo 11,8% de crescimento orgânico. Dentro desse grupo, a marca Fleury cresceu 12,1%, as demais marcas em São Paulo 28,1% (14,0% orgânico), as marcas no Rio de Janeiro 9,2%, em Minas Gerais 19,7% (15,0% orgânico) e as regionais 9,0%. Já o segmento B2B aumentou 5,5%, enquanto os chamados Novos Elos, que incluem plataformas digitais, recuaram 12,8%, impactados por forte base de comparação relacionada à aplicação de quatro doses de medicamento de alto custo no 1T25.
O lucro bruto alcançou R$ 628,1 mi no 1T26, avanço de 9,8% sobre os R$ 572,1 mi de um ano antes, com margem de 28,3%. Segundo a empresa, a linha de materiais diretos e intermediários de exames foi favorecida em 145 pontos-base pelo efeito da base de comparação com as doses de medicamento de alto custo do 1T25, enquanto os gastos com pessoal e serviços médicos pressionaram a margem em 176 pontos-base, devido a maior custo de assistência médica e ao provisionamento de participação nos lucros e resultados (PLR) para o ano.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 606,0 mi no trimestre, aumento de 10,7% em relação ao 1T25, com margem estável de 27,3%. As despesas operacionais somaram R$ 260,3 mi, alta de 8,9%, passando a representar 11,7% da receita líquida, o que a companhia descreve como uma diluição de 15 pontos-base. O investimento em capital (capex) foi de R$ 60,6 mi, queda de 9,4% frente aos R$ 66,9 mi de um ano antes, com aumento de 65,2% em novas unidades, expansão de oferta e área técnica, redução de 37,0% em TI/digital e de 48,3% em renovação de equipamentos diagnósticos e manutenção.
A geração de caixa operacional somou R$ 264,6 mi no 1T26, redução de 17,9% em comparação aos R$ 322,3 mi do 1T25, com conversão de 43,7% do EBITDA. A empresa afirma que o primeiro trimestre costuma ser sazonalmente o período de menor conversão de caixa do ano. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA permaneceu em 1,0 vez, com dívida líquida de R$ 2.277 mi e caixa de R$ 2.267 mi, abaixo do limite de covenant de 3,0 vezes.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) ajustado pela exclusão da mais-valia da combinação de negócios com o Hermes Pardini atingiu 17,0% nos últimos 12 meses encerrados no 1T26, nível 300 pontos-base acima do observado no segundo trimestre de 2023.








