Na sexta-feira, 8 de maio de 2026, a Kepler Weber (KEPL3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 17,1 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), com margem líquida de 5,4%. A receita operacional líquida somou R$ 318,1 mi no período, retração de 10,9% em relação ao 1T25, influenciada principalmente por menor volume no segmento de Fazendas em um cenário de crédito mais restrito e margens pressionadas no agronegócio.
No comparativo anual, o lucro líquido caiu 33% frente aos R$ 25,6 mi do 1T25, enquanto a margem líquida recuou de 7,2% para 5,4%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 33,7 mi no 1T26, queda de 36,4% na mesma base, com margem EBITDA de 10,6%, ante 14,8% um ano antes, reflexo do menor nível de atividade e de margens brutas menores em alguns segmentos.
A receita de Fazendas foi de R$ 86,6 mi, queda de 34,2% ante o 1T25, enquanto Agroindústrias cresceu 4,2%, para R$ 105,1 mi, e Negócios Internacionais avançou 47,1%, para R$ 60,2 mi, alcançando o melhor desempenho histórico para primeiros trimestres nesse segmento. Portos e Terminais faturou R$ 4,9 mi, recuo de 54,2%, e Reposição e Serviços somou R$ 61,2 mi, queda de 16,4% na comparação anual.
O resultado financeiro ficou positivo em R$ 1,2 mi no 1T26, revertendo a despesa de R$ 1,8 mi do 1T25, apoiado na redução de 13,7% das despesas financeiras, com receitas financeiras praticamente estáveis. O custo dos produtos vendidos foi de R$ 251,8 mi, equivalente a 79,2% da receita líquida, redução de 7,5% em relação ao 1T25, mas com maior peso sobre a receita devido ao mix de projetos com margens mais competitivas.
A companhia encerrou março de 2026 com caixa de R$ 375,8 mi e posição de caixa líquido positiva de R$ 56,6 mi, ante R$ 1,3 mi no fim de 2025, apoiada em geração operacional de caixa de R$ 28,2 mi e contribuição positiva de R$ 42,3 mi do capital de giro. O retorno sobre o capital investido nos últimos 12 meses foi de 21,4%, abaixo dos 28,8% do 1T25 e dos 23% do 4T25, enquanto os investimentos (Capex) somaram R$ 15,2 mi no trimestre, ou 4,8% da receita líquida, com foco em tecnologia da informação, modernização fabril e novos produtos.








