O Grupo Mateus (GMAT3) registrou lucro líquido pós-IFRS 16 atribuído ao grupo de R$ 212,9 mi no 1T26, queda de 21,8% em relação ao 1T25. No mesmo período, a receita líquida atingiu R$ 9,4 bi, crescimento de 12,9%, impulsionado principalmente pela consolidação do Novo Atacarejo, pelas vendas do atacado B2B e pelo aumento da operação de eletro.
O lucro líquido consolidado foi de R$ 190,9 mi, recuo de 30,9% frente ao 1T25, com margem líquida de 2,0%. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela desalavancagem operacional decorrente da desaceleração do crescimento da receita e pelo resultado financeiro, parcialmente compensados por imposto de renda positivo de R$ 28,5 mi ligado a benefício fiscal de subvenção para investimento.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pós-IFRS 16 somou R$ 543,0 mi no 1T26, redução de 7,3% na comparação anual, com margem de 5,8%. No conceito pré-IFRS 16, o EBITDA foi de R$ 399,8 mi, queda de 18,2%, e margem de 4,3%. O lucro bruto alcançou R$ 2,2 bi, alta de 16,1%, e a margem bruta passou de 22,2% para 22,9% no período.
O indicador de vendas nas mesmas lojas (SSS, Same Store Sales) ficou em -7,3%, afetado pela deflação de alimentos, maior endividamento das famílias e mudança no perfil de consumo, além da decisão de priorizar rentabilidade em canais de menor margem, como o Balcão. As despesas operacionais totalizaram R$ 1,6 bi, alta de 29,3%, representando 17,4% da receita líquida, influenciadas pela consolidação do Novo Atacarejo e pela expansão orgânica recente.
A companhia encerrou março de 2026 com dívida líquida consolidada de R$ 735,9 mi, redução de R$ 323,5 mi em relação a dezembro de 2025, o que levou o indicador de dívida líquida/EBITDA ajustado pré-IFRS 16 para 0,33x. O ciclo de conversão de caixa ficou em 40 dias, 16 dias abaixo do observado no 1T25, com estoques em 62 dias, melhora de 1 dia no prazo de fornecedores e aumento de 1 dia no prazo de recebíveis.







