Na terça-feira, 5 de maio de 2026, a Braskem (BRKM5) divulgou o relatório de produção e vendas do primeiro trimestre de 2026, informando que a taxa média de utilização de eteno nas centrais petroquímicas do Brasil/América do Sul atingiu 69%, ante 59% no 4T25 e 74% no 1T25. As vendas de resinas no mercado brasileiro somaram 782 mil toneladas, alta de 5% em relação ao 4T25 e queda de 3% frente ao 1T25.
No Brasil, o aumento da utilização das centrais em comparação ao 4T25 foi explicado pela normalização das operações na central da Bahia após parada de manutenção, formação de estoques antes de parada no Rio Grande do Sul e maior fornecimento de matéria-prima em São Paulo. O avanço de 5% nas vendas de resinas no mercado interno refletiu maior volume de polietileno (PE) diante de antecipação de compras por incertezas geopolíticas e maior volume de PVC, enquanto a queda de 3% ante o 1T25 decorreu principalmente da redução de 11% nas vendas de polipropileno (PP) em cenário de maior importação.
As exportações de resinas caíram 17% frente ao 4T25 e 4% em relação ao 1T25, com a companhia priorizando o atendimento do mercado brasileiro e menor disponibilidade de PE para exportação. As vendas dos principais químicos no Brasil cresceram 5% contra o 4T25, impulsionadas por maior volume de gasolina, cumeno, benzeno e eteno, mas recuaram 2% na comparação com o 1T25. O spread médio de resinas no Brasil ficou em US$ 358 por tonelada, alta de 16% ante o 4T25 e queda de 6% frente ao 1T25, enquanto o spread dos principais químicos foi de US$ 314 por tonelada, 4% abaixo do 4T25 e 12% inferior ao 1T25.
No segmento Estados Unidos e Europa, a taxa média de utilização das plantas de PP aumentou para 79%, contra 71% no 4T25 e 74% no 1T25, acompanhada de elevação de 3% nas vendas, que ficaram em 496 mil toneladas, estáveis frente ao 1T25. O spread médio de PP EUA e Europa foi de US$ 368 por tonelada, 6% acima do 4T25 e 2% abaixo do 1T25, com o spread do PP nos EUA em US$ 441 por tonelada e o da Europa em US$ 179 por tonelada.
No México, a taxa de utilização das plantas de polietileno (PE) recuou para 55%, ante 85% no 4T25 e 79% no 1T25, impactada pela menor importação média de etano pelo terminal e pela redução no fornecimento de etano pela PEMEX. As vendas de PE caíram para 140 mil toneladas, queda de 37% frente ao 4T25 e de 25% em relação ao 1T25, refletindo a menor disponibilidade de produto, enquanto o spread de PE na América do Norte foi de US$ 824 por tonelada, aumento de 32% frente ao 4T25 e de 1% sobre o 1T25.






