Na quinta-feira, 30 de julho de 2026, a Usiminas (USIM5) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 428,2 mi no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 52% em relação ao 1T26, quando o lucro foi de R$ 896,2 mi, e crescimento de 236% frente ao 2T25, de R$ 127,6 mi. A companhia atribuiu a redução trimestral principalmente ao reconhecimento de créditos tributários diferidos no 1T26, além da piora do resultado financeiro no período atual.
No 2T26, a receita líquida de vendas somou R$ 6,1 bi, alta de 4% na comparação trimestral e queda de 7% ante o 2T25. O lucro bruto foi de R$ 806,5 mi, com margem bruta de 13%, frente a 12% no 1T26 e 7% no 2T25. As vendas totais de aço atingiram 989 mil toneladas, recuo de 2% sobre o trimestre anterior, enquanto as vendas de minério de ferro foram de 2,5 mi de toneladas, crescimento de 26,9% na mesma base de comparação.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado alcançou R$ 761,3 mi no 2T26, aumento de 17% frente aos R$ 653,2 mi do 1T26 e de 86% em relação aos R$ 408,4 mi do 2T25, com margem EBITDA ajustado de 12,4%, contra 11,1% no trimestre anterior e 6,2% um ano antes. Na siderurgia, o EBITDA ajustado foi de R$ 688 mi, 26% acima do 1T26, com margem de 12,8%, enquanto a mineração registrou EBITDA ajustado de R$ 71 mi, queda de 35,9% na mesma base.
Em termos de estrutura de capital, a Usiminas encerrou o 2T26 com caixa e aplicações de R$ 6,8 bi e dívida bruta de R$ 6,3 bi, resultando em posição de dívida líquida negativa (caixa líquido) de R$ 499 mi, ante R$ 391 mi negativos no 1T26. O indicador dívida líquida/EBITDA ajustado ficou em -0,22 vez, ligeiramente abaixo das -0,20 vez registradas no trimestre anterior.
No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), a empresa apurou receita líquida de R$ 12,0 bi, queda de 11% em relação ao 1S25, e lucro líquido de R$ 1,3 bi, alta de 185% na mesma comparação. O EBITDA ajustado no semestre somou R$ 1,4 bi, crescimento de 24% sobre o 1S25, com margem de 12%.






