Na quinta-feira, 30 de julho de 2026, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) aprovou a realização, por sua controlada CSN Inova Ventures, de uma oferta de troca (Exchange Offer) de bonds emitidos no exterior, no valor total de até US$ 1,3 bi, e divulgou números financeiros preliminares para o primeiro semestre de 2026, incluindo EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado projetado entre R$ 5,3 bi e R$ 5,4 bi e prejuízo líquido estimado entre R$ 1,3 bi e R$ 1,4 bi.
A oferta de troca envolve Notes existentes da CSN Inova, com cupom de 6,750% ao ano e vencimento em 2028, em circulação de US$ 1,3 bi, que poderão ser trocadas por novas Notes com taxa fixa de 11,00% ao ano e vencimento em 2030, até o limite de US$ 970 mi, mais pagamento em dinheiro de até US$ 330 mi aos detentores que aderirem. Para cada US$ 1.000 de principal das Notes existentes aceitas, o investidor receberá US$ 746,15 em novas Notes e US$ 253,85 em dinheiro, além dos juros acumulados até a liquidação.
As novas Notes serão emitidas pela CSN Inova com garantia irrevogável, incondicional e integral da CSN, e a taxa de juros poderá ser reduzida em 50 basis points, para 10,50% ao ano, caso o principal das novas Notes seja reduzido em pelo menos US$ 200 mi até 12 de fevereiro de 2028. A CSN Inova poderá resgatar as novas Notes, total ou parcialmente, a qualquer momento, pagando 100% do valor de principal mais juros acumulados até a data de resgate. A oferta, destinada a investidores institucionais qualificados no exterior, começou em 30 de julho de 2026 e está prevista para terminar em 10 de agosto de 2026, com liquidação em 12 de agosto de 2026, condicionada a adesão mínima de US$ 910 mi, equivalente a 70% das Notes em circulação.
Em relação ao desempenho financeiro preliminar do semestre encerrado em 30 de junho de 2026, a CSN informou que a receita líquida deve ficar, em geral, em linha com o mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado é estimado entre R$ 5,3 bi e R$ 5,4 bi, acima dos R$ 5,2 bi registrados no semestre encerrado em 30 de junho de 2025, enquanto o prejuízo líquido projetado está entre R$ 1,3 bi e R$ 1,4 bi, frente a um prejuízo líquido de R$ 861,9 mi no mesmo período de 2025.
A companhia também estima aumento da dívida bruta para valor não superior a R$ 54,0 bi e da dívida líquida ajustada para até R$ 44,0 bi em 30 de junho de 2026, comparados a R$ 50,4 bi e R$ 40,5 bi, respectivamente, em 31 de março de 2026. A posição de caixa e equivalentes de caixa deve apresentar leve aumento em relação aos R$ 12,8 bi de 31 de março de 2026, e o índice de alavancagem deve subir moderadamente, mas permanecer abaixo de 3,5 vezes na mesma data.







