Na quinta-feira, 30 de julho de 2026, a Paranapanema (PMAM3) divulgou apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), quando registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo de R$ 31 milhões, desempenho 33% melhor que o do mesmo período do ano anterior, reflexo do aumento da receita de vendas e da redução de gastos ociosos. A receita líquida somou R$ 142 milhões no 1T26, valor 6% superior ao do 1T25, impulsionada pelo crescimento das vendas na modalidade integral na unidade Eluma.
No trimestre, o volume de vendas consolidado da companhia foi de 7.615 toneladas, queda de 26% em relação ao 1T25, afetado pela hibernação da unidade Caraíba e pela retração de mercado na unidade Eluma. Os custos fixos ficaram 23% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, principalmente pelo dimensionamento de custos da unidade de Dias d’Ávila (BA) ao nível atual de atividade.
A Paranapanema apurou fluxo de caixa operacional negativo de R$ 21 milhões no 1T26, impactado pela maior necessidade de aquisição de matéria-prima para atender aos volumes de vendas na modalidade integral. No âmbito da recuperação judicial, a companhia abriu a 8ª e a 9ª janelas de pedido de conversão de créditos em ações, iniciou a 11ª emissão de debêntures conversíveis em ações e teve aprovado pelo Conselho de Administração o aumento de capital social por meio da emissão de novas ações ordinárias.
Desde o último ITR divulgado, a empresa informou fatos relevantes ligados à reestruturação financeira, incluindo acordo de liquidação parcial do Acordo Global, com pequeno passivo remanescente para os próximos três anos; celebração do 2º aditivo ao contrato DIP com o Fundo BS e demais partes, que formalizou a quitação integral de contratos de financiamento no montante consolidado de R$ 850 milhões mediante dação em pagamento de 4,5 milhões de toneladas do coproduto silicato de ferro; e proposta vinculante da HW Holding Ltd., sediada em Dubai, para investimento de US$ 40 milhões.
O plano de recuperação judicial, disponível no site de Relações com Investidores, prevê retomada das operações, concessão de prazos e condições especiais para pagamento de créditos, venda parcial de ativos do Grupo Paranapanema e obtenção de novos financiamentos. A lista de credores soma R$ 292,970 milhões, distribuídos entre créditos trabalhistas, com garantia real, quirografários e de micro e pequenas empresas, enquanto o endividamento em renegociação foi reclassificado para o passivo de curto prazo desde o 4T22, totalizando R$ 2.078,8 milhões no balanço do 1T26, com 99% do total com vencimento no curto prazo.






