Na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Petrobras (PETR4) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 52,5 bi no segundo trimestre de 2026 (2T26), enquanto o lucro líquido sem eventos exclusivos foi de R$ 55,8 bi, alta de 134,2% em relação ao 1T26. No período, o EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes) sem eventos exclusivos somou R$ 100,6 bi.
A receita de vendas no 2T26 foi de R$ 169,5 bi, crescimento de 37,1% frente ao 1T26 e de 42,3% em comparação ao 2T25. O lucro bruto atingiu R$ 98,3 bi, avanço de 64,9% sobre o trimestre imediatamente anterior. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 61,8 bi e o fluxo de caixa livre alcançou R$ 38,6 bi no trimestre.
Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo aumento de 3,4% na produção total de óleo e gás, pelo avanço do ramp-up de sistemas, pela entrada em operação da plataforma P-79 no campo de Búzios e por ganhos de eficiência. No refino, o fator de utilização das refinarias chegou a 101,2%, com elevação de 5,6% na produção de derivados em relação ao 1T26 e manutenção de 68% do mix em diesel, querosene de aviação e gasolina.
Em liquidez e endividamento, a Petrobras encerrou 30 de junho de 2026 com caixa e equivalentes de R$ 33,6 bi e disponibilidades ajustadas de R$ 53,9 bi. A dívida bruta ficou em US$ 70,8 bi e a dívida líquida em US$ 60,4 bi, com índice dívida líquida/EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses de 1,14 vez, ante 1,43 vez ao fim de março. No trimestre, a empresa amortizou R$ 14,9 bi em financiamentos e captou R$ 3,1 bi.
No 2T26, os investimentos totalizaram US$ 5,3 bi, dos quais US$ 4,3 bi em exploração e produção, com destaque para projetos no pré-sal da Bacia de Santos e para o início da produção da FPSO P-79, com capacidade de 180 mil barris de óleo por dia. A Petrobras informou ainda que pagou R$ 88,6 bi em tributos à União, estados e municípios e aprovou proventos de R$ 17,4 bi relacionados ao resultado do trimestre.







