A semana de 6 a 10 de abril de 2026 teve como destaque a Neoenergia (NEOE3), que concluiu oferta pública de aquisição privada a R$ 32,37 por ação, levando a Iberdrola a atingir 98% do capital da companhia e, em paralelo, registrando pedido para migrar à categoria B na CVM. Na esfera societária, a Hapvida (HAPV3) anunciou nova estrutura de gestão e diretoria, com transição de Jorge Pinheiro no comando e aumento da participação dos controladores para 49%. Já a Odontoprev (ODPV3) aprovou combinação com a Bradesco Gestão de Saúde, com previsão de direito de retirada aos acionistas a R$ 12,39 por ação.

Na governança corporativa, a Petrobras (PETR4) comunicou indicação para o conselho de administração, nomeou novo presidente do conselho e anunciou mudanças na diretoria executiva, enquanto o Banco BTG Pactual (BPAC11) firmou acordo para comprar o Banco Digimais. O setor de shopping centers também se movimentou, com a Iguatemi (IGTI11) concluindo a compra de 3% adicionais do Shopping Pátio Paulista e a ALLOS (ALOS3) aprovando reorganização envolvendo brMalls, Cezanne, Pátio Londrina e Tissiano, além de criar um fundo imobiliário com captação de até R$ 2 bi. Operações de M&A e participações avançaram ainda com a Ultra Logística atingindo 60% da Hidrovias do Brasil (HBSA3), a Unifique (FIQE3) adquirindo 56,4% da Amazônia 5G por R$ 15 mi e a Boa Safra (SOJA3) anunciando joint venture de US$ 9,7 mi na Nigéria.

No mercado de capitais, a Vitru Educação (VTRU3) anunciou follow-on de R$ 200 mi na B3 e registrou oferta primária de ações, enquanto a Paranapanema (PMAM3) aprovou aumento de capital de até R$ 1 bi, além de outro aumento específico de R$ 10,7 mi, e a Grazziotin (CGRA3, CGRA4) autorizou aumento de capital de até R$ 50 mi. Houve ainda reforço de caixa via dívida, com a Cemig (CMIG4) captando R$ 1,15 bi em debêntures para projetos de energia e a Priner (PRNR3) aprovando emissão de debêntures de R$ 200 mi. Movimentos de acionistas incluíram a Goldman Sachs atingindo 6% da IRB Brasil (IRBR3), fundos Perfin chegando a 15% da Copasa (CSMG3), SPX Gestão atingindo 5% da Dexco (DXCO3), Tempo Capital alcançando 5% da Light (LIGT3), FIPs Brasil Investimentos mantendo 44% da Allied (ALLD3) e a MAK Capital chegando a 6% da Oncoclínicas (ONCO3).

Entre resultados operacionais e ajustes estratégicos, Oncoclínicas (ONCO3) divulgou receita líquida de R$ 5,7 bi em 2025 e prejuízo de R$ 1,5 bi no 4T25, além de registrar avaliação de pedido cautelar à Justiça, anunciar nova eleição do conselho em abril e informar a renúncia do presidente do conselho. No setor imobiliário, EZTEC (EZTC3) reportou vendas líquidas de R$ 697 mi no 1T26 e anunciou o lançamento Casa Nacional, com valor geral de vendas de R$ 396,7 mi, enquanto Direcional (DIRR3), Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3) divulgaram vendas e lançamentos que somam bilhões de reais no 1T26, com a última consolidando controle total da Ún1ca. No segmento de energia e infraestrutura, a Equatorial (EQTL3) anunciou reajuste médio de 4% na CEA, a Brava Energia (BRAV3) registrou produção de 74,2 mil boe/d em março, a PetroReconcavo (RECV3) teve produção média de 24,6 mil boe/dia no mês e a PRIO (PRIO3) comunicou produção de 10 mil barris/dia no terceiro poço de Wahoo, enquanto Metal Leve (LEVE3) divulgou entrada no segmento de recarga de veículos elétricos e a Azevedo & Travassos (AZEV3) assinou contrato de R$ 595,8 mi com a Sabesp (SBSP3), que por sua vez reportou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 13,3 bi em 2025.

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