A Oncoclínicas (ONCO3) apresentou na sexta-feira, 10 de abril de 2026, os resultados de 2025, quando registrou receita líquida de R$ 5,739,4 bi e receita bruta de R$ 6,336,7 bi, queda de 7% na receita bruta em relação ao ano anterior em função de uma política comercial mais seletiva e de inadimplências de determinadas fontes pagadoras.

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No período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, excluindo itens não recorrentes e operações hospitalares, somou R$ 831 mi, com margem de 14,5% e redução de 32% frente a 2024. O lucro líquido ajustado ex-hospitais ficou negativo em R$ 1.375,9 mi em 2025, influenciado por menores receitas, perda de alavancagem operacional e altas despesas com juros.

Operacionalmente, os procedimentos totalizaram 9.711 mil em 2025, com ticket médio de R$ 633,2, enquanto o lucro bruto caixa alcançou R$ 2.023,4 bi, com margem de 31,4%, ou 32,4% ao excluir hospitais. As despesas operacionais caixa, desconsiderando depreciação e amortização, foram de R$ 1.197,9 bi, equivalentes a 20,9% da receita líquida, impactadas por aproximadamente R$ 104 mi em ajustes contábeis no período.

A companhia destacou pressões de fluxo de caixa decorrentes da inadimplência da Unimed FERJ, de R$ 864,9 mi reconhecidos no 3T25, e de perdas com depósitos no Banco Master, de R$ 431 mi, além de provisão de R$ 213,9 mi em CDBs dessa instituição. Ao fim de 2025, a dívida líquida financeira foi de R$ 2.821 mi e as aquisições a pagar ex-earn outs totalizaram R$ 965 mi, resultando em alavancagem de 3,5 vezes o EBITDA ajustado anual, enquanto para fins de covenants financeiros a relação apurada foi de 4,3 vezes, levando à negociação de waivers com credores.

Para enfrentar o aumento do endividamento, a Oncoclínicas realizou aumento de capital de R$ 1,4 bi no quarto trimestre de 2025, com emissão de bônus de subscrição proporcional aos acionistas participantes, esperando reduzir a dívida líquida em montante equivalente nos 24 meses seguintes. A administração também descreveu revisões estratégicas, como desinvestimento em ativos não core, venda do hospital UMC em fevereiro, negociações envolvendo o Hospital Vila da Serra, revisão da operação do Hospital Marcos Morais e rescisão de contratos de built-to-suit em São Paulo e Belo Horizonte.

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