Vitru Educação (VTRU3) anunciou oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias, em formato de follow-on, com oferta base de R$ 200 mi no Brasil em 2026, sob a Resolução CVM 160, com esforços de colocação internacional nos termos da Rule 144A e Regulation S. A companhia é listada no segmento Novo Mercado da B3.
A estrutura da oferta prevê também ações adicionais de até R$ 70 mi (hot issue) e lote suplementar de até R$ 30 mi (greenshoe), o que pode elevar o total da operação para R$ 300 mi, mantendo a oferta 100% primária. Os recursos serão destinados à amortização de dívida, reforço de caixa e capital de giro, além de investimentos em lean campuses e em laboratórios para garantir conformidade com exigências regulatórias.
O cronograma divulgado indica anúncio preliminar em 24 de março de 2026, lançamento da oferta em 8 de abril de 2026, período de prioridade entre 8 e 14 de abril, definição de preço em 15 de abril e liquidação em 20 de abril de 2026. Haverá período de lock-up de 120 dias para a administração, membros do conselho e acionistas relevantes.
Segundo análise apresentada pela Vitru Educação, considerando apenas a oferta base de R$ 200 mi, a participação de fundos de private equity passaria de 43,1% para 37,4%, enquanto a fatia da família UniCesumar cairia de 12,5% para 10,8% e a participação dos demais acionistas aumentaria de 44,5% para 51,8%, em cenário ex-tesouraria e sem considerar ações adicionais ou lote suplementar.
A empresa informou ainda que a liquidez média diária em 90 dias (ADTV) poderia subir de 1,0% para faixas entre 1,4% e 3,0% após a oferta, dependendo do volume efetivamente emitido. A operação tem BTG Pactual como coordenador líder, além de Itaú BBA e Bradesco BBI como coordenadores.








