A Cosan (CSAN3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,6 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), melhora de R$ 205 mi em relação ao prejuízo de R$ 1,8 bi do 1T25. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por efeitos de aproximadamente R$ 1,0 bi ligados a melhor desempenho das investidas na equivalência patrimonial, aos custos de pré-pagamentos de dívidas e ao imposto de renda diferido, este último sem efeito caixa.
No consolidado, a receita operacional líquida somou R$ 9,0 bi no 1T26, queda de 7% na comparação anual, enquanto o lucro bruto avançou 7%, para R$ 3,1 bi. O resultado financeiro foi negativo em R$ 2,4 bi, acima da despesa de R$ 1,9 bi do 1T25, influenciado por custos com pré-pagamentos de bonds e debêntures e por estruturas de Total Return Swap (TRS) lastreadas em ações.
No nível corporativo, a equivalência patrimonial contribuiu com ganho de R$ 420 mi no 1T26, ante perda de R$ 766 mi um ano antes, refletindo principalmente melhor resultado de Rumo, Moove e Radar e a ausência de impacto da Raízen, cujo investimento foi reduzido a zero no fim de 2025. As despesas gerais e administrativas ficaram em R$ 46 mi, abaixo dos R$ 59 mi de 1T25, enquanto outras despesas operacionais somaram R$ 35 mi, revertendo receita de R$ 174 mi um ano antes.
A dívida bruta expandida da Cosan Corporativo encerrou o 1T26 em R$ 19,2 bi, recuo de R$ 2,5 bi frente ao 1T25, influenciada pelos pré-pagamentos dos bonds com vencimentos em 2029, 2030 e 2031 e de debêntures. A dívida líquida expandida, que considera também as ações preferenciais da Cosan Dez, totalizou R$ 11,5 bi, alta de 18% contra o 4T25 e queda de 34% em 12 meses, movimento ligado à capitalização realizada no fim de 2025 e à menor entrada de dividendos no período.
No portfólio, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,7 bi na Rumo (+7% ante 1T25), R$ 1,3 bi na Compass (+2%), R$ 236 mi na Moove (+1%) e R$ 103 mi na Radar (-27%). No período, a Cosan consumiu R$ 8,8 bi em caixa consolidado, fechando março de 2026 com R$ 21,3 bi em caixa e equivalentes, incluindo títulos e valores mobiliários.








