Na quinta-feira, 26 de março de 2026, a Dasa (DASA3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 948 mi no quarto trimestre de 2025, frente a prejuízo de R$ 832 mi no 4T24. No acumulado de 2025, o prejuízo líquido somou R$ 1,1 bi, uma redução de 5,1% em relação a 2024.
No 4T25, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado foi negativo em R$ 111 mi, com margem de -4,9%, influenciado pela equivalência patrimonial da Rede Américas e pelo efeito não recorrente do desinvestimento do Hospital São Domingos, cujo resultado contábil foi negativo em cerca de R$ 400 mi. Considerando ajustes para excluir equivalência patrimonial, desinvestimentos, formação da Rede Américas e impairment, o EBITDA recorrente alcançou R$ 397 mi no trimestre, alta de 21,0% sobre o 4T24, com margem de 17,5%.
A receita bruta consolidada da Dasa foi de R$ 2,5 bi no 4T25, queda de 39% na comparação anual, enquanto a margem bruta subiu 5,3 pontos percentuais, para 28,4%. No ano de 2025, a receita bruta totalizou R$ 12,2 bi, recuo de 27% ante 2024, e o EBITDA recorrente somou R$ 2,1 bi, crescimento de 16,6%, com margem de 21,7%. A divisão de Diagnósticos Nacional teve receita bruta de R$ 2,0 bi no trimestre, aumento de 13,3% sobre o 4T24, e Hospitais e Oncologia Nordeste registraram receita bruta de R$ 490 mi, alta de 14,8%.
A geração operacional de caixa atingiu R$ 460 mi no 4T25 e R$ 942 mi em 2025, com redução de 9 dias no ciclo de conversão de caixa no trimestre, desconsiderando efeitos de desconsolidação societária. A despesa financeira líquida foi de R$ 359 mi no 4T25, queda de 49,8% ano a ano, e somou R$ 1,5 bi em 2025, recuo de 29,9% frente a 2024.
A dívida líquida financeira, incluindo aquisições a pagar e antecipação de recebíveis, encerrou 2025 em R$ 5,4 bi, redução de 46% em relação ao fim de 2024. A alavancagem, medida por dívida líquida financeira sobre EBITDA calculado conforme as escrituras das dívidas, passou de 3,6x para 2,5x ao fim de 2025.






