Na quinta-feira, 14 de maio de 2026, a Oncoclínicas (ONCO3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 438,7 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26). A receita líquida somou R$ 1,1608 bi no período, impactada por provisões contábeis e por um cenário de desabastecimento de medicamentos nas clínicas, que reduziu o número de procedimentos realizados.
A receita bruta atingiu R$ 1,4584 bi no 1T26, queda de 12,0% em relação ao 1T25, enquanto a receita líquida recuou 22,3% na mesma comparação. A companhia informou que aproximadamente R$ 40 mi da receita bruta deixaram de ser registrados no trimestre em função da crise de fornecimento de medicamentos e que houve aumento nas provisões para glosas e créditos de liquidação duvidosa (PCLD), ajustadas para seguir rigorosamente a política de crédito, com impacto de cerca de R$ 119 mi.
O lucro bruto foi de R$ 199,5 mi no 1T26, ante R$ 412,2 mi um ano antes, e o lucro bruto caixa, que exclui depreciação e amortização, totalizou R$ 202,7 mi, com margem de 17,5%. A companhia informou que, se a PCLD fosse normalizada para 3% da receita bruta, o lucro bruto caixa teria sido de R$ 367,2 mi, com margem de 27,9%. O custo dos serviços prestados caixa foi de R$ 958,1 mi, queda de 11,1% frente ao 1T25, equivalente a 65,7% da receita bruta.
As despesas operacionais caixa, excluindo depreciação, amortização, equivalência patrimonial, plano de incentivo de longo prazo e itens não recorrentes, ficaram em R$ 260,3 mi no 1T26, ou 17,9% da receita bruta, com redução sequencial de 23,9%. No período, foram reconhecidos R$ 148,3 mi em provisão de risco de perda de crédito relacionada à Unimed Leste Fluminense, que afetaram as despesas operacionais totais.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, excluindo itens não recorrentes, efeito não caixa do plano de incentivo de longo prazo e operações hospitalares, foi negativo em R$ 49,2 mi no 1T26, com margem de -4,2%. Segundo a companhia, o indicador foi afetado pela desalavancagem operacional causada pelo desabastecimento de medicamentos e pelos provisionamentos contábeis; desconsiderando esses dois efeitos, o EBITDA ajustado seria de aproximadamente R$ 110,2 mi, com margem de 9,2%.








