O Itaú Unibanco atualizou o valor bruto do JCP mensal do exercício de 2026 para R$ 0,018182 por ação, mantendo o valor líquido de R$ 0,015 por ação. A alteração decorre da elevação da alíquota de IRRF sobre JCP de 15% para 17,5%, conforme a Lei Complementar nº 224/2025, vigente desde 01/01/2026. O cronograma de pagamentos permanece inalterado (data-base no último pregão de cada mês, crédito individualizado nas datas indicadas e pagamento no primeiro dia útil do mês seguinte). O JCP é igual para ITUB3 e ITUB4; pessoas jurídicas imunes ou isentas estão excetuadas da retenção, e a data do crédito individualizado é utilizada para a apuração de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL.
Na prática, trata-se de um ajuste técnico de “gross-up” para neutralizar a nova alíquota e preservar a previsibilidade ao acionista desenhada no calendário de JCP mensais em 2026. Ao elevar o valor bruto para R$ 0,018182, o banco mantém o líquido de R$ 0,015 por ação (0,015 ÷ 0,825 ≈ 0,018182), evitando desalinhamento entre o fluxo efetivo ao investidor e a política comunicada. O cronograma divulgado continua servindo também como referência fiscal, uma vez que a data do crédito individualizado segue sendo o marco para a apuração de tributos federais, o que reduz incertezas operacionais e contábeis para pessoas físicas e jurídicas não isentas.
Esse compromisso com previsibilidade conecta-se à bonificação de 3% em ações aprovada em dezembro, que aumentou o número de papéis sem alterar o valor econômico, fazendo com que, ao se manter o JCP líquido unitário, o desembolso total cresça na mesma proporção. Em outras palavras, a calibragem do bruto diante da nova alíquota protege o valor por ação, enquanto a base acionária maior amplifica o montante agregado a ser distribuído, preservando a coerência entre métricas por ação, fluxo de caixa ao acionista e conforto regulatório. Essa linha de execução não surge isolada: ela coroa um ciclo em que o banco combinou gestão ativa de capital e disciplina de alocação, reforçando a narrativa de retorno ao acionista com sinais claros de sustentabilidade.
Nesse encadeamento, decisões recentes ajudaram a estruturar a política de remuneração que embasa 2026, como o pagamento de proventos robustos e o cancelamento de ações em tesouraria aprovados em dezembro de 2025, que aumentaram a eficiência por ação e consolidaram a estratégia de previsibilidade de payout. O ajuste do JCP bruto agora anunciado, portanto, é um capítulo adicional de uma mesma história: preservar o valor líquido ao investidor enquanto se mantém a coerência entre alocação de capital, solvência e retorno.







