O Itaú Unibanco aprovou, em 18/12/2025, bonificação de 3% em ações e aumento de capital de R$ 12,8 bilhões via capitalização de reservas, elevando o capital social para R$ 136,9 bilhões. Serão emitidas 321.170.947 novas ações (163,6 mi ON; 157,5 mi PN), com direito à bonificação para quem estiver posicionado em 23/12 no Brasil e 29/12 nos EUA; as ações passam a negociar ex a partir de 26/12 e os ADRs acompanham a proporção. O JCP mensal por ação permanece em R$ 0,01765, de modo que o total desembolsado cresce 3% após a bonificação, em linha com os JCP mensais de R$ 0,01765 por ação em 2026. A bonificação será sempre em números inteiros, com possibilidade de transferência de frações entre 02/01 e 02/02/2026; as sobras serão leiloadas na B3. O custo fiscal atribuído às ações bonificadas é de R$ 40, e as PN seguem com dividendo mínimo anual de R$ 0,022 por ação.

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Do ponto de vista estratégico, a bonificação por capitalização de reservas é neutra no patrimônio líquido, mas reforça conforto de capital e previsibilidade de remuneração, ao mesmo tempo em que ajusta o preço unitário sem alterar o valor econômico do investimento. O movimento dá continuidade à agenda de fim de ano focada em retorno ao acionista, em complemento aos proventos robustos e ao cancelamento de 78,85 milhões de ações em tesouraria aprovados em dezembro, que aumentaram a eficiência por ação e simplificaram a estrutura. Em conjunto, o banco preserva o mesmo JCP nominal por papel, eleva o desembolso total na proporção do novo número de ações e mantém uma estrutura que favorece métricas por ação consistentes no médio prazo.

Essa coerência na alocação vem sustentada por solvência e liquidez confortáveis, permitindo calibrar recompras, resgates de instrumentos e bonificações sem pressionar índices prudenciais. A fotografia regulatória recente mostrou folga relevante sobre os mínimos e geração orgânica de capital apta a absorver variações de RWA e eventos de gestão de passivos, como demonstrado na Basileia de 16,4% e Patrimônio de Referência de R$ 238,4 bilhões no Pilar 3 do 3T25. Com isso, a bonificação se insere como um capítulo adicional de uma estratégia de capital que equilibra robustez, custo e previsibilidade de payout, preparando 2026 com disciplina e foco no retorno.

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