O Banco BMG (BMGB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 147 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante R$ 115 mi no mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) passou de 12,1% ao ano no 1T25 para 15,3% ao ano no 1T26.
No período, a margem financeira, que considera receitas de crédito, títulos e valores mobiliários, despesas de captação, derivativos, prestação de serviços e seguros sobre os ativos rentáveis médios, ficou em R$ 1,471 bi, com taxa anualizada de 18,7%. A margem após o custo do crédito, líquida da despesa de provisão para devedores duvidosos (PDD) e de comissão, somou R$ 853 mi, equivalente a 10,5% ao ano.
A carteira de crédito totalizou R$ 24,1 bi no 1T26, frente a R$ 26,8 bi no 1T25, com aumento da exposição a empréstimo consignado, cartões consignados, crédito pessoal e operações de atacado, e redução de outras carteiras. Na comparação anual, o consignado privado é apontado como carteira nova, enquanto o crédito pessoal cresceu 33,7%, os cartões consignados 4,9%, o atacado 15,5% e o empréstimo consignado recuou 10,2%.
A inadimplência acima de 90 dias representou 6,0% da carteira no 1T26, mesmo percentual observado nos quatro trimestres anteriores. A carteira em estágio 3 somou R$ 1,454 bi, ou 6,4% da carteira total, com índice de cobertura de 177%. A despesa de PDD líquida, em relação à carteira média, foi anualizada em 3,7% no trimestre.
Do lado operacional, o índice de eficiência, que relaciona despesas de pessoal, administrativas e operacionais à receita, ficou em 52,4% no 1T26, após 57,8% no 4T25. As despesas de provisão operacional líquida atingiram R$ 161 mi, com relação despesa/receita de crédito de 7,9%. O custo médio mensal para servir o cliente, calculado pelas mesmas despesas somadas a comissões e dividido pela base média de clientes na metodologia do Banco Central, foi de R$ 9,3 no 1T26, para uma base média de 30 milhões de clientes, ante R$ 10,0 em 2025 com 28 milhões de clientes.
Na captação, os depósitos e demais instrumentos somaram R$ 33,7 bi no 1T26, próximos aos R$ 33,4 bi do 1T25, com 37% dessa captação em instrumentos institucionais. O índice de liquidez de curto prazo (LCR) foi de 284% e o de longo prazo (NSFR), de 123%. O índice de Basileia nível 1 ficou em 9,8% no 1T26 e, em base pró-forma considerando aumento de capital de R$ 214 mi homologado pelo Banco Central em abril de 2026, alcançaria 12,9%.








