O Itaú Unibanco anunciou que pagará JCP mensais em 2026 de R$ 0,01765 por ação, com retenção de 15% de imposto de renda (valor líquido de R$ 0,0150 por ação), iguais para ITUB3 e ITUB4. O primeiro pagamento ocorrerá em 02/02/2026, referente à competência de janeiro, tendo como data-base o último pregão de cada mês; as datas de crédito servem para apuração de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL. O comunicado reforça previsibilidade de caixa ao acionista e consolida a disciplina de capital priorizada no encerramento de 2025, quando o conselho aprovou proventos robustos e cancelamento de ações em tesouraria aprovados em dezembro.
Do ponto de vista de sustentabilidade, um cronograma mensal pressupõe conforto regulatório, custo de capital otimizado e geração recorrente de resultados. Ao longo do segundo semestre de 2025, a administração acelerou a limpeza da pilha de capital, substituindo passivos mais caros, preservando liquidez e afinando a alocação com o apetite de risco do banco; nesse contexto, destacou-se a recompra de Letras Financeiras Subordinadas Nível 2 emitidas em 2020. A troca de passivos reduz o custo regulatório, simplifica a estrutura e libera espaço para manter distribuição recorrente sem pressionar índices prudenciais. Somada à emissão local de instrumentos de capital adicional no quarto trimestre, a limpeza sequencial do bucket aumenta a flexibilidade para atravessar 2026 com payout previsível.
Além da otimização da estrutura, a decisão de pagar JCP mês a mês é sustentada pela folga de capital evidenciada nos relatórios regulatórios e pela resiliência operacional. O retrato de setembro mostrou índices confortáveis de solvência, liquidez e alavancagem, compatíveis com crescimento da carteira e manutenção de payout, como detalhado no Pilar 3 do 3T25 com Basileia de 16,4% e posição robusta de liquidez. Em síntese, o calendário de 2026 dá continuidade a uma estratégia que combina eficiência regulatória, rentabilidade elevada e previsibilidade de remuneração ao acionista.







