Na quinta-feira, 7 de maio de 2026, o Banco ABC Brasil (ABCB4) informou que registrou lucro líquido recorrente de R$ 230,2 mi no primeiro trimestre de 2026, avanço de 2,1% em relação ao 1T25 e queda de 16,4% frente ao 4T25. O retorno sobre patrimônio líquido anualizado (ROAE) foi de 13,5%, 54 pontos-base abaixo do observado no mesmo período de 2025, influenciado pelo aumento do custo de crédito e por menor atividade de banco de investimentos.
A margem financeira gerencial antes de provisão somou R$ 647,8 mi no 1T26, alta de 14,3% na comparação anual, enquanto a NIM (taxa anualizada da margem financeira gerencial) ficou em 4,1% ao ano, 34 pontos-base acima do 1T25. Após despesas de provisão de R$ 113,1 mi, a margem financeira pós-provisão atingiu R$ 534,7 mi, crescimento de 7,5% ante o mesmo trimestre do ano anterior.
A carteira de crédito expandida encerrou o 1T26 em R$ 54,4 bi, aumento de 6,3% em 12 meses e leve recuo de 0,6% em relação ao 4T25. O segmento Middle, que reúne empresas com faturamento anual entre R$ 30 mi e R$ 500 mi, apresentou expansão de 24,5% em um ano e de 2,8% no trimestre, enquanto o banco mantinha 4.525 clientes corporativos com relacionamento ativo, 6,8% abaixo do total de um ano antes.
Os indicadores de qualidade de crédito mostraram operações com atraso superior a 90 dias em 0,5% da carteira de crédito expandida ao fim de março de 2026, patamar estável frente ao trimestre anterior e abaixo da média histórica, segundo o banco. O saldo de provisão total, que inclui provisão prospectiva de R$ 190 mi, representou 2,8% da carteira expandida, com índices de cobertura de 447% sobre operações em atraso acima de 90 dias e de 82% sobre créditos classificados em Estágio 3.
Na base de capital, o índice de Basileia fechou o 1T26 em 15,9%, queda de 41 pontos-base em três meses, com capital de Nível 1 em 13,4% e capital principal em 11,4%. O banco destacou que esses indicadores ainda não incluem o aumento de capital de R$ 314 mi relativo a proventos anunciados em dezembro de 2025, homologado pelo Banco Central em abril de 2026, que elevaria em 56 pontos-base o índice de Basileia do 1T26 em base pro forma.








