A Sabesp informou que o CADE negou, por unanimidade, o recurso da Phoenix Água e Energia e manteve a aprovação, sem restrições, da operação envolvendo a EMAE, com trânsito em julgado publicado nesta data. No mesmo dia, a ANEEL concedeu anuência prévia à operação. Diferentemente de dezembro, quando a aprovação ainda podia ser revista pelo Tribunal do CADE, o novo marco alinha o regulador concorrencial e o setorial; trata-se do desfecho do rito iniciado no esclarecimento sobre a aprovação preliminar do CADE em dezembro/25 e referência ao FR de 05/10/2025. A companhia destacou que a consumação efetiva da transferência de controle ainda depende de formalidades contratuais em implementação.

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Estratégicamente, o avanço consolida a verticalização água–energia: ao integrar a EMAE, a Sabesp fortalece o hedge estrutural de custos elétricos do bombeamento, amplia a segurança de suprimento e a flexibilidade operativa entre bacias — pilares para reduzir volatilidade do OPEX e sustentar o ciclo de investimentos até 2029. Esse movimento dá continuidade à agenda detalhada na apresentação institucional de dezembro/25, que explicitou a verticalização água–energia, a integração com a EMAE e a migração ao mercado livre, conectando eficiência operacional, previsibilidade regulatória e financiamento do plano de universalização.

Além do impacto econômico-operacional, a operação reforça a coerência ESG da tese: um portfólio elétrico mais limpo e previsível reduz emissões do Escopo 2, melhora a resiliência a choques e dá tração a metas auditáveis de descarbonização — fatores já reconhecidos na elevação da nota no CDP Clima em 09/01/2026, que confirmou a estratégia de energia renovável e gestão de riscos climáticos. Em conjunto, CADE e ANEEL pavimentam a fase final de closing; a integração com a EMAE tende a ancorar a estabilidade de métricas no pós‑privatização enquanto a Sabesp conclui as formalidades contratuais e avança na execução do plano.

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