Em 9 de janeiro de 2026, a Sabesp (SBSP3) informou ter sido avaliada com nota B no CDP Clima, avanço em relação a 2024, quando recebeu nota C. O CDP é uma das principais plataformas globais de mensuração e divulgação de práticas relacionadas às mudanças climáticas. Segundo a companhia, o resultado reforça sua gestão de riscos e oportunidades climáticas. O comunicado é assinado por Daniel Szlak, diretor financeiro e de Relações com Investidores.

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Este avanço consolida a estratégia de descarbonização e resiliência iniciada no pós‑privatização. Um marco foi a celebração dos contratos de autoprodução de energia com Casa dos Ventos e Engie, que ancoram volumes renováveis firmes para reduzir a exposição ao mercado de curto prazo, dar previsibilidade ao bombeamento e cortar emissões do Escopo 2. Esses PPAs funcionam como hedge estrutural do custo elétrico, um dos principais vetores operacionais, e elevam a capacidade da companhia de atravessar eventos climáticos extremos com menor volatilidade financeira. Em paralelo, a redução da intensidade de emissões se torna mais auditável quando combinada a metas explícitas, governança de dados e padronização de métricas, atributos valorizados pelo CDP na dimensão de disclosure.

O movimento dá continuidade à estratégia anunciada na apresentação institucional de dezembro/25, que detalha verticalização água–energia, migração ao mercado livre e um programa de eficiência apoiado por PPAs e medição inteligente. Ao integrar o planejamento energético ao cronograma de obras e ao rollout de 4,4 milhões de medidores AMI até 2029, a Sabesp reduz perdas, melhora a aferição de volumes e fortalece a resiliência hídrica — elementos que se traduzem em melhor gestão de riscos físicos e de transição avaliados pelo CDP. A coerência entre investimentos, previsibilidade regulatória e política de sustentabilidade ajuda a sustentar metas de universalização com menor pegada de carbono.

Por fim, os resultados do 3T25 com metas climáticas até 2035 e avanço do projeto AMI já indicavam a direção: redução de 41% na intensidade de emissões e 43% no Escopo 2 via energia limpa, além de progresso operacional em arrecadação, substituição de hidrômetros e integração hídrica‑energética. A elevação da nota para B, portanto, não é um ponto fora da curva, mas a confirmação de uma trajetória em que descarbonização, eficiência e governança de dados caminham juntas — um sinal relevante para investidores que monitoram risco climático e consistência de execução.

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