A COPASA (CSMG3) reportou no Release Operacional do 4T25 crescimento de 3,5% no volume medido combinado de água e esgoto. A água somou 179,7 milhões de m³ (+3,3% vs. 4T24) e o esgoto, 125,3 milhões de m³ (+3,9%). A variação foi influenciada por um período de consumo atipicamente mais longo (95,4 dias no 4T25 vs. 92,3 dias no 4T24), reflexo de ajustes no calendário de faturamento para adequação à reforma tributária, além do aumento da base: ligações de água (+1,7%) e de esgoto (+2,4%), e economias de água (+1,6%) e de esgoto (+3,1%). A companhia ressalta que a receita também depende de tarifas e de estimativas de consumo a faturar, e que os números estão sujeitos a ajustes.

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Este avanço operacional dá continuidade à estratégia de adensar rede e elevar o mix de esgoto, vetor que melhora eficiência e base regulatória remunerada. O incremento mais forte em economias e ligações de esgoto, frente à água, dialoga diretamente com a priorização de universalização, redução de perdas e retrofit de ETEs, consolidando a execução do Programa de Investimentos de 2026 e plano plurianual 2027–2030. Em termos de narrativa, volumes em expansão combinados a crescimento orgânico da base sugerem capacidade de converter CAPEX em indicadores operacionais, preparando a companhia para capturar reconhecimento regulatório ao longo do ciclo 2026–2029.

Essa entrega em campo é sustentada por um arcabouço contratual mais previsível, que reduz dispersões entre municípios e ancora metas de universalização. No principal polo atendido, a Copasa firmou o acordo com Belo Horizonte para estender contratos até 07/02/2073, passo que homogeniza prazos, dá visibilidade a cronogramas e mitiga riscos de timing. Em prática, contratos mais longos e metas explícitas suportam a expansão de ligações e o adensamento de economias vistas no 4T25, elevando a estabilidade de caixa e abrindo espaço para planejamento de obras com captura de escala e eficiência.

Do ponto de vista de resultados, é crucial diferenciar o efeito calendário do 4T25 — que inflou o período de consumo — da dinâmica de receita do novo ciclo. Para 2026, a trajetória tarifária já está definida pela 3ª Revisão Tarifária (ETM de 6,56% para 2026, vigente a partir de 22/01), que reparametriza custos eficientes, base de ativos e indicadores de qualidade. Assim, a combinação de volumes sustentados, base de economias em expansão e previsibilidade tarifária tende a reduzir ruído nas projeções e a consolidar a virada operacional iniciada em 2025, ainda que a receita trimestral siga sensível a estimativas de consumo a faturar e ajustes de calendário.

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