Nesta segunda-feira, 22/12/2025, a Iguatemi aprovou, pelo Conselho de Administração, a título de antecipação e nos termos do §1º do Art. 44 do Estatuto Social, a distribuição de R$ 200 milhões em dividendos relativos ao período de 1º/01 a 30/09/2025. O pagamento ocorrerá em quatro parcelas ao longo de 2026: datas de corte em 19/02, 14/04, 15/07 e 15/10; ações “ex-dividendo” nos dias úteis subsequentes; e pagamentos em 05/03, 29/04, 29/07 e 29/10. Os valores por ON, PN e Unit foram definidos com base no balanço de 30/09/2025 e poderão ser atualizados conforme a quantidade de ações em tesouraria (eventuais recompras), mantendo o alinhamento entre posição acionária e remuneração.
Este movimento dá continuidade à engenharia de caixa construída em 2025: reciclagem de capital com recebíveis escalonados e indexados ao CDI, que amadurecem justamente em 2026/2027. Exemplifica isso a operação com o XP MALLS FII, com venda de participações e parcelas no 1º e 2º aniversários. Ao casar pagamentos de dividendos com entradas previstas e preservação do controle operacional dos ativos, a companhia reduz pressão sobre alavancagem, mantém flexibilidade para capex e sustenta a remuneração ao acionista. A própria deliberação como antecipação, amparada no balanço de 30/09/2025, busca dar previsibilidade ao calendário de 2026, enquanto os valores por ON, PN e Unit poderão ser ajustados caso ocorram recompras e variação da posição em tesouraria. Essa previsibilidade conversa com o que a administração já havia comunicado sobre disciplina de capex e transparência de guidance, no esclarecimento à CVM sobre CAPEX 2026–2027 e histórico de dividendos próximos a R$ 200 mi/ano.
Na prática, a combinação de cronograma de obras, recebíveis contratados e ajuste fino de alocação tende a suavizar a sazonalidade de caixa entre trimestres e permite distribuir sem comprometer projetos como expansões e retrofits. Além disso, o desenho em quatro parcelas concentra pagamentos após as datas de corte de fevereiro, abril, julho e outubro, respeitando o fluxo do varejo e a dinâmica operacional dos shoppings. Do lado operacional, a decisão também se ancora nos resultados do 3º trimestre, que reafirmaram o guidance de 2025, mostraram ocupação elevada e alavancagem em queda, reforçando que a estratégia de portfólio premium e a disciplina financeira sustentam tanto o ciclo de investimentos quanto a previsibilidade de remuneração aos acionistas.







