Na divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025, a Light (LIGT3) registrou prejuízo líquido de R$ 187 mi, influenciado por resultado financeiro negativo de R$ 368 mi e despesas de IR/CS diferido de R$ 76 mi. A receita operacional líquida consolidada somou R$ 4,2 bi no 4T25, crescimento de 1,3% em relação ao 4T24.

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O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado atingiu R$ 418 mi no 4T25, alta de 7,2% na comparação anual, com EBITDA ajustado de R$ 323 mi na Distribuidora e R$ 99 mi na vertical de Geração e Comercialização. No mesmo trimestre de 2024, o EBITDA ajustado consolidado havia sido de R$ 390 mi.

No acumulado de 2025, a companhia apurou lucro líquido de R$ 213 mi, queda de 87% frente a 2024, com receita líquida de R$ 15,0 bi, avanço de 0,8% no período. O EBITDA CVM somou R$ 2,2 bi em 2025, aumento de 5,5% sobre o ano anterior, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 1,8 bi, recuo de 11,5%.

Os investimentos consolidados (capex) da Light alcançaram R$ 489 mi no 4T25, alta de 38% ante o 4T24, somando R$ 1,7 bi em 2025, 57,8% acima de 2024, com foco principalmente na Distribuidora. A dívida bruta proforma encerrou dezembro de 2025 em R$ 8,0 bi, queda de 2,7% em 12 meses, enquanto a dívida líquida proforma ficou em R$ 6,3 bi, com relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses em 3,13x.

Segundo o plano de recuperação judicial, após a assinatura do novo contrato de concessão da Light SESA, a companhia prevê aumento de capital privado entre R$ 1,0 bi e R$ 1,5 bi em até 90 dias, o que, em visão proforma, poderá reduzir a dívida líquida consolidada para faixa entre R$ 4,8 bi e R$ 5,3 bi.

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