Na sexta-feira, 7 de novembro de 2025, a Iguatemi esclareceu, em Comunicado ao Mercado, que a menção a investimentos de R$ 550 milhões em 2026 e 2027, atribuída ao CFO em teleconferência, foi apenas uma ilustração matemática e não um compromisso ou projeção de CAPEX. A resposta ao Ofício 227/2025 da CVM reforça que não houve informação nova que justificasse Fato Relevante, remetendo ao guidance de 2025 divulgado em 18 de fevereiro e aos números do 3º trimestre: até setembro, o CAPEX somava R$ 191 milhões — abaixo da faixa anual de R$ 330 a R$ 400 milhões por atrasos de obras — com execução mais concentrada no 4º trimestre. Essa diretriz está em linha com o press release do 3T25, que reafirmou o guidance e detalhou CAPEX de R$ 191 mi com aceleração prevista no 4T25.
Ao indicar que os dispêndios de 2026 e 2027 poderiam apenas refletir a transferência do que não for executado em 2025, a companhia preserva a lógica de disciplina: cumprir o pipeline viável, reprogramar cronogramas sem alterar a estratégia e evitar assimetrias de informação. Esse desenho conversa com a reciclagem de capital e a previsibilidade de caixa trazidas por transações recentes, que reduziram alavancagem e criaram recebíveis escalonados. Tais fluxos adicionais, inclusive com parcelas a vencer justamente entre 2026 e 2027, ajudam a acomodar uma eventual realocação de CAPEX sem pressionar o balanço e mantendo margens operacionais. Esse arranjo fica evidente na conclusão da venda de 7% do Pátio Higienópolis com estrutura 70/30 corrigida pelo CDI e parcelas em 2026 e 2027.
Do ponto de vista de governança, o comunicado enfatiza a aplicação da Resolução CVM 44/21: separar ilustração de guidance, evitar ruído informacional e remeter a documentos já públicos. A mesma postura foi observada em episódios recentes, reforçando consistência na comunicação ao mercado. Para investidores, isso se soma ao histórico de disciplina financeira e distribuição de dividendos ao redor de R$ 200 milhões ao ano, compondo um quadro de previsibilidade. Um exemplo do compromisso com transparência foi o reposicionamento acionário comunicado em 8 de outubro, nos termos da Resolução CVM 44/21, em meio ao ciclo de reciclagem de portfólio que sustenta a estratégia de longo prazo.







