Na terça-feira, 4 de novembro de 2025, a Iguatemi reportou lucro de R$ 120,9 mi no 3T25 (+19,5% a/a). A receita líquida ajustada somou R$ 381,0 mi (+17,7%) e o EBITDA ajustado alcançou R$ 302,4 mi (+20,6%), com margem de 79,4%. A receita bruta foi de R$ 432,2 mi (+17,9%) e o FFO ajustado totalizou R$ 160,3 mi (-3,6%). As vendas do portfólio atingiram R$ 6,0 bi (+22,5%), a ocupação ficou em 96,1% e os indicadores operacionais avançaram (SSS 5,8%, SAS 9,0%, SSR 7,1%, SAR 7,5%). Aluguel a 100% foi de R$ 482,4 mi (+27,8%) e aluguel por m² de R$ 612 (+13,6%). A alavancagem encerrou em 1,64x DL/EBITDA (1,84x excluindo efeitos específicos), o guidance de 2025 foi reafirmado e o CAPEX de R$ 191,0 mi em 9M25 deve acelerar no 4T25.

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Os números consolidam a continuidade da estratégia de compra, integração e reciclagem de capital nos ativos premium de São Paulo. No trimestre, a companhia concluiu a alienação de 10% do Pátio Paulista à Funcef e de 7% do Pátio Higienópolis ao RBR, totalizando R$ 414,4 mi, com R$ 290,1 mi recebidos entre agosto e setembro, reduzindo pressão de dívida e preservando presença relevante. A conclusão da venda de 7% do Pátio Higienópolis em setembro detalhou a estrutura 70/30 com correção pelo CDI e marcou o encerramento do ciclo de aquisições com parceiros nesses empreendimentos, enquanto a administração direta do Pátio Paulista desde 1º de julho sustenta ganhos de ocupação, vendas e aluguel por m² observados no trimestre.

A redução da alavancagem para 1,64x, a manutenção de ocupação elevada e a reafirmação do guidance de crescimento de receita de 7% a 11% e margem EBITDA entre 75% e 79% indicam disciplina financeira combinada com expansão orgânica. O CAPEX de nove meses abaixo da faixa anual sinaliza execução mais concentrada no quarto trimestre, típico de sazonalidade forte no varejo e de aceleração de projetos. Esse movimento também se alinha à evolução da base acionária diante do ciclo de reciclagem de portfólio e maior previsibilidade de caixa, como visto no reposicionamento acionário comunicado em 8 de outubro, quando a Radar ajustou sua participação em contexto de refinamento de portfólio e co-investimentos.

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