O Pilar 3 do 3T25 do Itaú Unibanco reporta Índice de Basileia de 16,4% em 30/09, Patrimônio de Referência de R$ 238,4 bi e RWA de R$ 1,454 tri. Versus junho, houve queda de 0,1 p.p. no índice total, explicada pela recompra de AT1 e pelo aumento do risco de crédito, enquanto o Nível I ficou em 14,8% e o Capital Principal avançou para 13,5%. Esse quadro dá sequência à gestão ativa de capital inaugurada pelo resgate de US$ 1,45 bi em notas subordinadas Nível 1 no 2º trimestre. Com Basileia de 16,4%, o banco mantém folga de 8,4 p.p. sobre o mínimo regulatório de 8% (ou 4,8 p.p. após ACP de 3,6%), sustentada por LCR de 218,7%, NSFR de 123,3%, alavancagem de 7,4% e imobilização em 17,7%. Essa posição, aliada ao aumento do Capital Principal, indica geração orgânica capaz de compensar a pressão de RWA e de recompras, mantendo capacidade de crescimento sem comprometer a solvência.

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A fotografia de setembro capta o efeito pontual das recompras sobre o Nível 1 (14,8%, ante 15,0% em jun/25) e do avanço do RWACPAD. Contudo, já no início do 4T, a administração executou novo passo na normalização do bucket de capital adicional, ajustando custo e opcionalidade (call em 2031) e preservando flexibilidade para crescimento por meio da emissão de R$ 3 bilhões em AT1 em outubro, com impacto estimado de 0,2 p.p. no Nível 1. Em conjunto com a folga sobre o Patrimônio de Referência Mínimo Requerido (R$ 122,1 bi) e com a governança de riscos que inclui testes de estresse e Plano de Recuperação e Saída revisado bienalmente, o banco segue preparado para cenários adversos sem abrir mão de rentabilidade.

O aumento de R$ 18 bilhões no RWA total advém principalmente da parcela de risco de crédito, coerente com a estratégia de crescer a carteira com qualidade e inadimplência sob controle. Essa dinâmica se refletiu no balanço do trimestre, com ROE recorrente elevado e avanço do crédito; veja o resultado do 3T25 com Nível 1 de 14,8% e carteira de R$ 1,402 tri (+6,4% a/a), que amarra execução comercial, disciplina de risco e solidez de capital. No conjunto, o Pilar 3 reforça que a liquidez robusta e o apetite de risco definido sustentam a expansão orgânica, enquanto a otimização regulatória mantém a folga necessária para atravessar o ciclo e calibrar payout.

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