Em 11/12/2025, a Copasa (CSMG3) comunicou ter recebido, às 22h20 de 10/12, correspondência da Perfin Infra e da Perfin Equities sobre a liquidação parcial de derivativos de liquidação financeira. Após as operações, os fundos passaram a ter exposição econômica equivalente a 14.267.236 ações ON (3,75% do capital) e, incluindo ações emprestadas, deter 36.524.291 ações (9,61%). Como contrapartida da liquidação, os Fundos Perfin realizaram empréstimos, na qualidade de doadores, de 9.990.664 ações. As gestoras afirmaram que o objetivo é estritamente de investimento, sem pretensão de alterar controle ou administração, e solicitaram divulgação imediata nos termos da Res. CVM 44 e atualização do Formulário de Referência (Res. CVM 80).
Este aumento de exposição ocorre na esteira das diretrizes do controlador de 05/11/2025 para estudos e modelagens de eventual desestatização, que elevaram a relevância do quadro societário e atraíram fluxos event-driven. Para investidores, manter optionalidade via derivativos e gestão ativa de empréstimo de ações é uma forma eficiente de acompanhar marcos societários sem assumir posição ativista; não por acaso, a carta da Perfin ressalta ausência de acordos adicionais de voto, intenção de investimento puro e respeito aos prazos de disclosure regulatório.
Do lado micro-regulatório e contratual, a Copasa vem reduzindo assimetrias e padronizando prazos, agenda iniciada com as notificações aos municípios para equalizar vigências até 2073 e alinhar contratos ao Novo Marco. Ao harmonizar metas e vigências, a companhia melhora previsibilidade de caixa e a modelagem econômico‑regulatória estadual, além de destravar inclusão de esgotamento sanitário onde hoje há apenas água — vetor que melhora mix e margens. Essa visibilidade costuma catalisar movimentos de investidores institucionais que aumentam exposição quando enxerga-se um trilho claro de ativos regulatórios, cronogramas de universalização e governança contratual.
Na sequência, o acordo com Belo Horizonte para viabilizar a extensão dos contratos até 2073 materializou o principal marco dessa padronização no maior polo atendido, reforçando previsibilidade e capacidade de planejamento para o ciclo 2026–2029. Em tal contexto, a construção de uma posição econômica relevante por parte da Perfin parece coerente com a continuidade estratégica: contratos longos, metas explícitas e funding já organizado elevam a previsibilidade, enquanto a gestora mantém postura declaradamente não‑intervencionista quanto ao controle.







