No 3T25, a JHSF Participações reportou lucro líquido de R$ 304,5 milhões (+117,5% a/a), Ebitda ajustado de R$ 262,8 milhões (+76,6%) e receita líquida de R$ 516,7 milhões (+38,4%), com resultado bruto de R$ 329,1 milhões e margem de 63,7%. Foi o quarto trimestre consecutivo de crescimento, com despesas operacionais de R$ 97,6 milhões (+9,8%) e resultado financeiro líquido negativo de R$ 96,6 milhões. A renda recorrente somou R$ 342,1 milhões de receita (+29,2%) e Ebitda de R$ 153,5 milhões (+32,5%), com margem de 49%. Este resultado consolida a virada operacional apoiada no aumento do peso de serviços de alta margem e na separação dos ciclos de incorporação, organizada pela criação do veículo de R$ 4,6 bilhões para monetizar estoques premium de Cidade Jardim e Boa Vista.
Nos pilares operacionais, os shoppings entregaram vendas totais de R$ 1,127 bilhão, com SSS (+8,7%), SAS (+9,5%), SSR (+7,1%) e SAR (+7,4%), além de ocupação de 99,3% e custo de ocupação de 8,7%. Em Hospitalidade e Gastronomia, diária média cresceu 9% e couvert 8% a/a. No Aeroporto Catarina, os movimentos avançaram 66% e os litros abastecidos 46% a/a, com a companhia concluindo a 5ª expansão de capacidade e anunciando a 6ª fase para 2026. Essa performance valida a estratégia de escalar a plataforma de mobilidade como pilar de caixa previsível, em linha com a 5ª expansão do Catarina e início da 6ª fase sob padrões internacionais.
Em evento subsequente, a JHSF anunciou a compra de participação majoritária na BYS International. O movimento adiciona mobilidade marítima em modelo asset light e potencializa o cross-sell com o aeroporto e a hospitalidade Fasano, aprofundando a jornada do cliente de altíssimo padrão e elevando a recorrência sem pressionar o balanço. A transação dá continuidade à internacionalização e à construção do ecossistema de serviços premium — do hangar ao iate —, conforme detalhado na aquisição majoritária da BYS International.
Na Incorporação, as vendas contratadas atingiram R$ 400 milhões no 3T25 (+6% a/a; +36% t/t), refletindo pipeline em maturação e maior previsibilidade de aprovação e licenciamento nas praças estratégicas. Esse ambiente é reforçado em Porto Feliz — onde estão Boa Vista Estates e Village — pelo acordo com o Ministério Público que encerrou a ACP e estabeleceu Estudo Ambiental Consolidado, preservando licenças, reduzindo incertezas e encurtando cronogramas de novos ciclos, condição essencial para sustentar margens e giro de estoques dentro do arranjo de monetização e coinvestimento.







