Nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, a JHSF Participações anunciou que, por meio de uma subsidiária, firmou contrato para adquirir participação majoritária na BYS International, especializada em charters, administração e compra e venda de grandes embarcações. Fundada em 2012, a BYS opera em modelo asset light e one stop shop, com liderança no atendimento a clientes brasileiros fora do país; o fundador seguirá como sócio e à frente da operação. O alvo insere a companhia em um mercado global estimado em US$ 12,4 bilhões, com potencial de atingir US$ 22,7 bilhões em 2034, e que cresceu 13% em 2024 no recorte de iates e jatos.
Este passo dá continuidade à construção do ecossistema premium da JHSF, ao adicionar mobilidade marítima à oferta já consolidada em varejo de luxo, hospitalidade e aviação executiva. Pela natureza asset light e de serviços especializados, a transação tende a ampliar a recorrência de receitas e o cross-sell para clientes de altíssimo patrimônio, integrando jornadas de viagem e consumo dentro e fora do Brasil. O racional se alinha ao foco recente em previsibilidade de caixa e otimização do balanço evidenciados nos números do 2T25 e redesenho do passivo via CRI, com aceleração da renda recorrente, quando a companhia destacou a expansão do aeroporto e a performance dos shoppings como vetores de tração.
No front de financiamento, a aquisição também se beneficia da disciplina na praça de capitais. Em setembro, a JHSF reforçou liquidez e flexibilidade com a oferta primária de debêntures de R$ 300 milhões em setembro de 2025. Ao privilegiar instrumentos de mercado e alongamento de passivos, a companhia reduz a dependência de crédito bancário, preserva opcionalidade para M&As oportunísticos em plataformas asset light e sustenta o pipeline de entregas, como novos hangares no aeroporto, sem pressionar alavancagem. Para a nova frente náutica, o acesso a funding competitivo e a governança já testada em negócios de serviços criam base para escalar produtos, fidelização e ticket médio do cliente de altíssimo padrão.
Em paralelo, a política de reciclagem e monetização organizada de estoques imobiliários avança com o veículo de investimento de R$ 4,6 bilhões para monetizar estoques premium de Cidade Jardim e Boa Vista. Ao separar a geração de caixa do landbank da expansão das plataformas de serviços, a JHSF libera balanço para crescer negócios de alta margem e baixa intensidade de capital, como charters de iates, fortalecendo a lógica de ecossistema: residência e varejo de luxo ancoram a marca; hospitalidade e aviação conectam destinos; e, agora, a mobilidade marítima amplia o alcance internacional do relacionamento com o cliente. A transação permanece sujeita às condições usuais e a companhia indicou que manterá o mercado informado à medida que as etapas de fechamento avancem.







