Nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a JHSF Participações (JHSF3) firmou acordo com o Ministério Público de Porto Feliz (SP), encerrando a Ação Civil Pública que discutia os estudos de impacto ambiental de seus empreendimentos na região. O acerto mantém as licenças vigentes e assegura a continuidade dos processos de licenciamento. A companhia implementará ações sociais por 15 anos — obras em creches, biblioteca, brinquedoteca, área de convivência, formação de jovens, treinamentos profissionalizantes e saúde mental — e conduzirá um Estudo Ambiental Consolidado abrangendo todos os projetos locais. O desfecho reduz incerteza jurídica e dá previsibilidade regulatória para os ciclos de lançamento e entrega em Porto Feliz.
A decisão dá continuidade à estratégia de organizar a monetização de estoques premium e separar o ciclo de incorporação da expansão das plataformas de serviços, com foco nos complexos de Cidade Jardim e, sobretudo, Boa Vista, em Porto Feliz. Essa direção foi materializada no veículo de R$ 4,6 bilhões para monetizar estoques de Cidade Jardim e Boa Vista. Com o Estudo Ambiental Consolidado e a preservação das licenças, a JHSF fortalece a base técnica para licenciar novas fases, reduz risco de paralisações e encurta cronogramas de aprovação, condições essenciais para converter landbank em caixa sob governança de coinvestimento. O pacote social de longo prazo reforça a licença social para operar e alinha crescimento econômico responsável com valorização da comunidade local.
Há também um padrão de elevação de referência ambiental no ecossistema da companhia. Na frente de mobilidade, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo vem acumulando certificações e reconhecimentos de sustentabilidade, como IS-BAH, Programa de Aeroportos Sustentáveis da ANAC, Green Airport Recognition 2025 e o programa Catarina Carbon Free, sinalizando governança e métricas auditáveis. Esse histórico é coerente com o aprofundamento técnico que o EAC trará a Porto Feliz e com a busca por padrões internacionais de operação. Os marcos foram detalhados na 5ª expansão do Catarina e seus reconhecimentos ambientais.
Operacionalmente, a previsibilidade regulatória tende a favorecer prazos e cadência de vendas dos projetos Boa Vista, aumentar a visibilidade de caixa e reduzir custos de carregamento típicos de incertezas de licenciamento. Ao reforçar a integração entre produto residencial, varejo de luxo, hospitalidade e mobilidade, o acordo ajuda a sustentar a estratégia de ecossistema de alta renda, preservando margens e ticket médio. Esse cenário conversa com o ritmo recente de execução e a ampliação de frentes de obra no portfólio, como Town Centers e upgrades de mix, evidenciando tração sem pressionar excessivamente o balanço. Essa continuidade ficou evidente na prévia operacional do 3T25, com avanço simultâneo de obras (Cidade Jardim, Boa Vista Village Town Center e Shops Faria Lima) e fortalecimento do ecossistema premium.







