A JHSF Participações (JHSF3) concluiu a 5ª expansão do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, adicionando novos hangares, pátios e uma taxiway. O aeroporto passa a operar com 16 hangares em cerca de 50 mil m² e 80 mil m² de pátios — já com ocupação integral — abrigando mais de 170 aeronaves. Classificado entre os maiores FBOs do mundo e único privado no Brasil dedicado exclusivamente à aviação executiva com operação 24/7 e voos internacionais, o ativo iniciará a 6ª expansão (três novos hangares e 15 mil m² adicionais de pátios), com primeira fase prevista para o 1º semestre de 2026. O Catarina possui certificação IS-BAH, integra a rede Air Elite Member, é reconhecido pela ANAC no Programa de Aeroportos Sustentáveis e recebeu o Green Airport Recognition 2025 da ACI-LAC, além de manter o programa Catarina Carbon Free.
Este avanço consolida o aeroporto como pilar de renda recorrente do ecossistema premium da JHSF e dá continuidade ao pipeline anunciado ao mercado. A etapa atual também dialoga com a disciplina de funding adotada pela companhia, já evidenciada na oferta primária de debêntures de R$ 300 milhões em setembro de 2025, que tinha como um dos destinos o financiamento de projetos de 2025, incluindo novos hangares no aeroporto. Com a capacidade atual e o início da 6ª fase, a empresa captura demanda contratada por novas bases e serviços (MRO), elevando a previsibilidade de caixa e reforçando a estratégia de escalar ativos de serviços de alta margem sob padrão internacional.
Em paralelo, a separação entre monetização de estoques imobiliários e expansão das plataformas de serviços tem sido peça-chave para destravar capital sem elevar o risco de balanço. Esse desenho operacional-financeiro foi estruturado pela companhia no veículo de investimento de R$ 4,6 bilhões para monetizar estoques premium de Cidade Jardim e Boa Vista. Com a monetização de inventário sob governança dedicada, a JHSF libera balanço para acelerar frentes de serviços e infraestrutura de alta margem, como o ecossistema do aeroporto e a atração de MROs, sem pressionar alavancagem. O reconhecimento ambiental recente e as certificações IS-BAH e Air Elite reforçam a estratégia de operar em padrão internacional, elemento-chave para atrair clientes de altíssimo patrimônio e tráfego internacional ao Catarina, ao mesmo tempo em que a companhia preserva capacidade para ampliar a área do aeroporto em múltiplas fases futuras.
Por fim, a expansão do Catarina se insere numa lógica de ecossistema que integra mobilidade, hospitalidade e varejo de luxo, elevando o cross-sell e a recorrência. Na mesma direção, a companhia avançou para além da aviação executiva com a aquisição majoritária da BYS International, adicionando mobilidade marítima ao portfólio. Esse movimento reforça a jornada integrada do cliente de altíssimo padrão — do hangar ao iate — e confirma a estratégia de longo prazo: financiar com disciplina, monetizar ativos imobiliários com governança e escalar plataformas de serviços premium que sustentem crescimento previsível.







