Nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, a Copasa (CSMG3) informou que seus órgãos de governança aprovaram a contratação de consultores e assessores para organizar, coordenar e executar estudos e análises sobre alternativas de estrutura societária, bem como para estruturar e eventualmente executar um processo de desestatização, conforme o modelo a ser definido. O comunicado, em continuidade aos Fatos Relevantes de 14/11/2024 e 05/11/2025, reforça que as providências não configuram ato de desestatização e seguem condicionadas a autorização legislativa específica e às deliberações do controlador. Na prática, o movimento formaliza a etapa técnica e dá sequência às diretrizes do controlador de 05/11/2025 para estudos e modelagens de desestatização.
Importante destacar que a aprovação mira apenas a preparação do processo (contratação de assessores, definição de escopo, governança e cronograma), sem decisão final. Ainda assim, este passo consolida um trilho estratégico que combina diagnóstico societário com previsibilidade operacional, ponto central para qualquer modelagem. Nesse sentido, a decisão alinha-se à busca por eficiência e padronização no campo, reforçada pela reestruturação no comando de Operações iniciada em outubro, que conectou metas de qualidade, integração com municípios e expansão de esgoto — pilares que reduzem riscos na execução e fortalecem a tese regulatória no próximo ciclo.
Para ancorar a avaliação de alternativas societárias, os fundamentos recentes seguem relevantes: crescimento de base, disciplina de custos, perdas em queda e alavancagem controlada. Diferentemente de um anúncio meramente societário, a Copasa vem apresentando números que sustentam a precificação de médio prazo e dão visibilidade a fluxos de caixa futuros. Os resultados do 3T25 evidenciou capex mais forte, alavancagem de 2,1x e execução para o ciclo 2026–2029, elementos que alimentam a modelagem econômico-financeira e dialogam com a 3ª Revisão Tarifária.
Do lado do funding, a companhia já pavimentou a capacidade de investimento sem pressionar alavancagem, mitigando riscos de cronograma e de reequilíbrio contratual. Este movimento consolida a estratégia iniciada com a 21ª emissão de debêntures de R$ 600 milhões para alongar o passivo e financiar projetos, que funciona como ponte para acelerar obras com reconhecimento regulatório, preservando caixa para proventos. Em conjunto, a preparação técnica da agenda societária, a execução operacional e a engenharia financeira criam um arco de consistência que permite ao controlador deliberar com mais segurança quando (e se) houver autorização legislativa. O comunicado é datado de Belo Horizonte, 13 de novembro de 2025, e assinado por Cleyson Jacomini de Sousa, diretor financeiro e de RI em exercício, com compromisso de manter o mercado informado sobre os próximos passos.







