A Copasa (CSMG3) informou que o Conselho de Administração destituiu o Diretor de Operações, Guilherme Frasson Neto, e elegeu Laura Petri Geraldino para o cargo, com efeitos a partir de 01/10/2025. Engenheira civil, Laura foi VP de Operações da CASAL (05/2022–09/2025). O ajuste reforça a execução da agenda de crescimento, especialmente a mesa de conciliação no TCE-MG para ampliar concessões e incluir esgotamento sanitário, que demanda coordenação operacional, padronização de processos e integração com municípios. Assinado pelo CFO e DRI, Adriano Rudek de Moura, o comunicado sinaliza prioridade à entrega e à gestão de contratos num momento de maior escrutínio societário e regulatório.
Essa mudança também dialoga com a 3ª Revisão Tarifária Periódica com ETM preliminar de 5,50% para 2026–2029, que redefinirá metas de qualidade, custos eficientes e a remuneração dos investimentos. Em um ciclo em que eficiência operacional, redução de perdas, qualidade do serviço e expansão da base regulatória impactam diretamente a receita requerida, a cadeira de Operações vira o epicentro da criação de valor. A presença de uma executiva com experiência em saneamento tende a acelerar padronizações, fortalecer indicadores operacionais e antecipar respostas regulatórias, desenhando uma continuidade prática entre a estratégia definida pelo regulador e a capacidade de execução no campo.
Por fim, a troca no comando operacional precisa ser lida à luz do pipeline de investimentos e da disciplina de funding. A companhia vem acelerando obras e manutenção pesada, o que exige governança de projetos, cronogramas realistas e controle rigoroso de OPEX e CAPEX para preservar qualidade, tarifa e payout. Nesse tabuleiro, o reforço de caixa via mercado de capitais — como a 21ª emissão de debêntures de até R$ 600 milhões para investimentos — sustenta a execução, enquanto a nova liderança operacional tende a calibrar priorização e produtividade no campo, mitigando riscos de atraso e de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.







