Belo Horizonte, segunda-feira, 3 de novembro de 2025 — A Copasa (CSMG3) reportou no 3T25 lucro líquido de R$ 360,8 milhões, receita líquida de R$ 1,84 bilhão e EBITDA de R$ 726,9 milhões (margem de 39,3%). Na comparação anual, o lucro cedeu 2,0%, a receita avançou 3,4% e o EBITDA ficou praticamente estável. O avanço do top line refletiu o reajuste tarifário aplicado em 01/01/2025 (ETM de 6,42%), enquanto os volumes medidos recuaram 1,7% em água e 0,9% em esgoto; o resultado financeiro foi negativo em R$ 33,8 milhões. Esses vetores já haviam sido sinalizados no release operacional do 3T25, que antecipou a queda de volumes por clima e o avanço da base de ligações.
Do lado de custos e alavancagem, custos e despesas (ex-D&A) somaram R$ 1,06 bilhão (+4,6%), a dívida líquida encerrou setembro em R$ 6,06 bilhões e a alavancagem ficou em 2,1x Dívida Líquida/EBITDA. Os investimentos consolidados de janeiro a setembro chegaram a R$ 2,0 bilhões, 26% acima de 2024, indicando aceleração de obras com foco em expansão de esgoto e redução de perdas. Esse ritmo sustentado de CAPEX, combinado ao nível de reservatórios do Sistema Paraopeba em 54% e à manutenção de produtividade (queda de empregados por mil ligações), prepara a companhia para capturar eficiência e remuneração regulatória no próximo ciclo 2026–2029. A coerência entre execução e estrutura de capital se apoia na 21ª emissão de debêntures de R$ 600 milhões, voltada a alongar o passivo e financiar projetos sem pressionar a alavancagem, em linha com a preparação para a 3ª Revisão Tarifária que recalibrará custos eficientes, base de ativos e metas de qualidade.
Na alocação de capital ao acionista, a Copasa distribuiu no ano R$ 514,6 milhões em proventos (JCP de R$ 447,3 milhões e dividendos de R$ 67,2 milhões) e reiterou que o payout de 2025 será de 50% do lucro líquido ajustado. Este movimento dá continuidade à estratégia de JCP de R$ 169,7 milhões no 3T25 e disciplina de payout, reforçando previsibilidade de caixa enquanto a companhia acelera o investimento e preserva métricas de alavancagem confortáveis.
Operacionalmente, as economias de água e esgoto atingiram 5,76 milhões e 4,24 milhões, o volume medido foi de 172,6 milhões de m³ em água e 119,5 milhões de m³ em esgoto; a inadimplência manteve-se controlada em 3,01% e o índice de perdas recuou para 37,3% (de 38,4% em set/24), com melhora de produtividade (1,19 empregados por mil ligações). Esses indicadores consolidam a virada de execução, com foco em padronização de processos, redução de perdas e aceleração de ligações — agenda que ganhou tração com a reestruturação no comando de Operações iniciada em outubro e tende a sustentar margens e a captura de valor regulatório no ciclo seguinte. A teleconferência ocorre em 4/11 às 11h para detalhar os vetores do trimestre e a preparação para 2026–2029.







