Os dados de outubro confirmam tração operacional no portfólio comparável da Motiva: rodovias +3,0% a/a, trilhos +0,4% e aeroportos +5,3%, com janeiro–outubro avançando respectivamente +2,0%, +2,1% e +6,0%. A leitura vem em um perímetro em reconfiguração — encerramento da ViaOeste, início da Sorocabana e da PRVias — e sob a métrica de “passageiros totais” em aeroportos desde o 1T25. Assim, o comparável exclui novos contratos, enquanto o agregado capta a transição (109,2 mi vs 109,7 mi a/a). Este retrato dá continuidade à leitura operacional de setembro/25, que marcou a reconfiguração do portfólio e a mudança metodológica nos aeroportos, oferecendo base para acompanhar tendência de volumes em meio à integração das concessões.
Nas rodovias, AutoBAn, RioSP e SPVias puxam o crescimento, enquanto praças mais sazonais (ViaCosteira, ViaLagos) e a Pantanal pesaram pontualmente. Em trilhos, o recuo de ViaQuatro (-2,1%) e ajustes em VLT/MetrôBahia contrastam com a estabilidade nas Linhas 5/17 e o avanço em 8/9, sugerindo normalização após picos de demanda e obras. Operacionalmente, a Sorocabana migrou praças para free flow na Raposo Tavares a partir de 01/10, passo que tende a reduzir atrito de cobrança e sustentar elasticidade de tráfego à medida que o ramp-up físico avança. Esse avanço operacional conversa com o funding já direcionado aos novos contratos, na abertura da 19ª emissão de debêntures com destinação em PRVias e Rota Sorocabana, que casa capex regulado e previsibilidade de caixa para ancorar a integração e os ganhos de eficiência.
Em aeroportos, o crescimento amplo de Aeris, Curaçao, Blocos Sul e Central, além de Quito, compensou ajuste em BH Airport, mantendo o YTD em +6,0%. Em um contexto de preparação para reciclagem de portfólio, volumes resilientes e métricas comparáveis ajudam a sustentar percepção de qualidade de ativos e barganha em potenciais transações. Não por acaso, a companhia informou estar em tratativas finais para monetização no perímetro aeroportuário, em linha com a disciplina de capital e o ring-fencing financeiro implementado nos últimos meses — um capítulo detalhado no Fato Relevante de 05/11 sobre tratativas finais para monetizar os aeroportos. Assim, a leitura de outubro não é isolada: ela reforça a continuidade da estratégia de integrar concessões recém-assumidas, capturar eficiências operacionais e preparar desinvestimentos seletivos para realocar capital a projetos regulados de maior retorno.







