Em setembro/25, a Motiva reportou avanço no comparável: rodovias +1,6% (85,546 mi de veículos equivalentes), trilhos +5,8% (66,924 mi de passageiros) e aeroportos +3,2% (3,890 mi de passageiros). No acumulado jan–set/25, os crescimentos foram de +1,9%, +2,3% e +6,2%, respectivamente. O desempenho ocorre em um portfólio em reconfiguração — encerramento da ViaOeste (29/03), início de Sorocabana (30/03) e PRVias (28/06), término de Barcas (11/02) — e sob a métrica de “passageiros totais” em aeroportos desde o 1T25, em linha com a leitura de agosto que capturou o portfólio em transição e a mudança metodológica em aeroportos. Em rodovias, ganhos em AutoBAn, SPVias, RodoAnel e Pantanal compensam quedas pontuais em praças turísticas (ViaLagos e ViaCosteira); no total, o comparável exclui ViaOeste, Sorocabana e PRVias, enquanto o agregado inclui esses movimentos e tem base distinta.

Continua após o anúncio

Nos trilhos, o avanço de ViaQuatro (+4,9%), Linhas 8 e 9 (+8,6%), Linhas 5 e 17 (+4,8%), VLT (+5,6%) e MetrôBahia (+3,3%) confirma resiliência operacional e captura de eficiências. Este resultado dá continuidade ao vetor de previsibilidade regulatória na ViaQuatro, agora com horizonte estendido, recomposição tarifária e expansão a Taboão da Serra, materializados no Termo Aditivo nº 10 da Linha 4, que prorroga o contrato e explicita mecanismos de retorno. Ao transformar pleitos em ativos, a Motiva suaviza pressões de capex, alonga horizonte de caixa e cria opcionalidade de demanda incremental; a leitura de setembro reforça a tese de captura de valor com risco controlado no modal urbano e sinaliza margem mais previsível nas PPPs.

No eixo rodoviário, AutoBAn (+2,6%), SPVias (+6,6%) e RodoAnel Oeste (+2,3%) ilustram a solidez de corredores logísticos, enquanto ViaCosteira (-3,9%) e ViaSul (-1,1%) refletem sazonalidade e ajustes de base. Em aeroportos, a alta ampla em Bloco Central (+9,2%), Bloco Sul (+6,0%) e Curaçao (+11,8%) — com ajuste em BH Airport (-3,5%) — compõe um quadro de crescimento disciplinado sob a nova métrica. Esse retrato operacional conversa com a agenda de eficiência, reequilíbrios regulatórios e crescimento seletivo detalhada no Capital Markets Day 2025, que priorizou Trilhos, integração de novas concessões e disciplina de capital. Para o investidor, o encadeamento entre volumes estáveis, contratos mais longos e reciclagem de portfólio aumenta a visibilidade de caixa e sustenta a tese de valor no ciclo 2025–2035.

Publicidade
Tags:
MotivaMOTV3