Nesta sexta-feira, 24/10/2025, a Motiva (MOTV3) abriu a distribuição pública da 19ª emissão de debêntures (R$ 1,8 bi, duas séries), sob rito automático da CVM 160. A 2ª série é incentivada (Lei 12.431) e terá recursos direcionados a PRVias, Rota Sorocabana e MSVias, com reembolso de gastos elegíveis em até 36 meses. O desenho ancora projetos prioritários: PRVias (R$ 816,2 mi estimados, dentro de um CAPEX total de R$ 7,3 bi para 569,75 km de intervenções) e Sorocabana (R$ 115,4 mi estimados de um total de R$ 5,252 bi), além do plano de obras do PER da MSVias. A presença da Pentágono como agente fiduciário e um sindicato liderado pela XP reforçam a execução. Este anúncio marca a abertura da oferta e operacionaliza a aprovação da 19ª emissão em 09/10, ao combinar série atrelada à DI para liquidez e série IPCA incentivada voltada a capex regulado.

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Estratégicamente, o mix DI + IPCA/Lei 12.431 alonga duration, reduz descasamentos e preserva margens em contratos reajustados por inflação, em linha com o playbook de engenharia financeira da companhia. Este movimento consolida a estratégia apresentada no Capital Markets Day 2025, com rating AAA e duration ampliada, que priorizou diversificação de fontes, liability management e uso de debêntures de infraestrutura para casar funding com fluxos regulados de longo prazo. Ao ancorar o custo de capital e fortalecer a previsibilidade, a Motiva sustenta o ciclo 2025–2035 com menor volatilidade de caixa.

Operacionalmente, a alocação da 2ª série em PRVias e Rota Sorocabana ocorre enquanto as concessões avançam em integração e ramp-up, com frentes de duplicações, faixas adicionais, contornos e marginais que ampliam capacidade e segurança. Os volumes e a normalização observados na leitura operacional de setembro que capturou a integração de Sorocabana e PRVias reforçam a tese de previsibilidade de caixa em corredores logísticos e urbano‑regionais. Assim, o funding incentivado chega sincronizado ao cronograma físico e regulatório, mitigando risco de execução e sustentando a captura de sinergias no footprint atual.

Por fim, o acesso a dívida longa em janelas favoráveis também depende de estabilidade societária e governança. A decisão alinha-se ao aditamento ao Acordo de Acionistas que simplificou a estrutura e preservou o controle, reduzindo ruídos e aumentando a confiança de investidores de crédito. Em conjunto, governança previsível, contratos alongados e captação IPCA incentivada fecham o arco da narrativa: continuidade estratégica, funding casado aos projetos prioritários e execução disciplinada do plano de expansão e eficiência.

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