Em 8 de outubro de 2025, a Iguatemi (IGTI3, IGTI4, IGTI11) informou, nos termos da Resolução CVM 44/21, que a Radar Gestora de Recursos notificou a companhia sobre alteração relevante em sua participação: fundos e investidores não residentes sob sua gestão passaram a deter, em 7/10/2025, o equivalente a 43.159.600 ações preferenciais (aprox. 9,91%), “por meio da venda de units (IGTI11)”. Segundo a carta, não há qualquer acordo de voto ou contrato regulando compra e venda de valores mobiliários da companhia do qual a signatária seja parte.

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Para o mercado, esse reposicionamento acionário ocorre em meio a um ciclo de reciclagem de capital e refinamento de portfólio que a Iguatemi vem executando. Em 18/09/2025, a companhia concluiu a alienação de 7% do Shopping Pátio Higienópolis com estrutura 70/30 corrigida pelo CDI — conclusão da venda de 7% do Pátio Higienópolis em setembro. Esse arranjo, somado à manutenção de participação estratégica no ativo, reduz pressão de dívida, sustenta influência na gestão e tende a diminuir incertezas operacionais, elementos que frequentemente influenciam decisões de alocação de investidores institucionais e o uso tático de units versus ações preferenciais.

Esse capítulo também se conecta à etapa imediatamente anterior do processo, quando a Iguatemi firmou o contrato vinculante de agosto que definiu a alienação de 7% no Higienópolis, consolidando a estratégia de reciclagem com co-investidores e preservação de presença relevante em ativos premium de São Paulo. Em conjunto, os marcos corporativos de agosto e setembro ajudam a explicar o pano de fundo de liquidez e precificação no qual a Radar ajustou sua posição — sem indicar intenção de influência na gestão —, mas respondendo à evolução da disciplina de capital e do perfil de caixa da companhia.

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