Nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a Multiplan concluiu a aquisição de 7,535% de participação no BarraShopping, no Rio de Janeiro, por R$ 362,5 milhões, passando a deter 73,37% do ativo. O fato relevante, assinado por Armando d’Almeida Neto (VP Financeiro e RI), formaliza um movimento que reforça a estratégia de consolidar dominância no ecossistema Barra para capturar upside de aluguel, acelerar retrofits e coordenar expansões de mix. O fechamento ocorre em continuidade ao comunicado de 29 de agosto, quando a companhia anunciou o exercício do direito de primeira oferta em ago/25 para elevar a participação no BarraShopping.
Em termos de capital allocation, a transação se apoia no ciclo de eficiência operacional e no alongamento do passivo promovidos ao longo de 2025. A estrutura de funding com CRI bullet atrelado ao CDI até 2035 reduz risco de refinanciamento, casa desembolsos com a geração de caixa e preserva flexibilidade para retrofits e aquisições táticas. A combinação de NOI elevado, inadimplência controlada e ocupação crescente cria um colchão para sustentar o pipeline sem pressionar a alavancagem. Nesse contexto, o 3T25 trouxe margem NOI recorde e destacou a aquisição de 7,535% do BarraShopping a cap rate implícito de 8,8%, evidenciando disciplina na alocação e aderência ao perfil de risco/retorno. Com esse pano de fundo, a formalização de hoje não altera apenas o percentual de participação; ela consolida um arranjo financeiro e operacional que dá previsibilidade a obras, retrofits e futuras oportunidades no eixo Barra. Além disso, a empresa mantém fôlego para seguir reciclando ativos e monetizando terrenos sem comprometer o calendário de entregas, reforçando resiliência de caixa.
Estrategicamente, elevar a participação no BarraShopping aumenta a capacidade de orquestrar o mix de lojas, destravar áreas subutilizadas e densificar ABL com fases calibradas ao apetite de locação. Esse racional se conecta às expansões do BarraShopping (Expansão VIII) anunciadas no trimestre, com primeira fase de 2.000 m² e capex de R$ 35 milhões para o 2S26, que ampliam a captura de aluguel e reforçam a dominância regional. Em conjunto, participação reforçada, capex faseado e funding de longo prazo compõem uma narrativa coesa: aprofundar ativos-âncora para sustentar crescimento orgânico e criar valor recorrente ao acionista.







