A Multiplan anunciou novas expansões no BarraShopping (Expansão VIII) e no BH Shopping (Expansão VI), reforçando a estratégia de densificação e modernização de ativos dominantes. Serão 4.000 m² adicionais de ABL no BarraShopping em duas fases — a primeira com 2.000 m² e capex de R$ 35 milhões, com abertura no 2S26 — e 1.962 m² no BH Shopping, com capex de R$ 30 milhões e abertura no 1S26. No BH, a taxa de ocupação de 98,7% no 2T25 sustenta a conversão de estacionamento em novo corredor com seis lojas satélite e a ampliação de uma âncora. No BarraShopping, a fase 1 amplia uma âncora de vestuário histórica, com nova fachada e preservação do estacionamento VIP, já concebido para suportar uma fase 2 similar de aproximadamente 2.000 m².
Este movimento consolida a continuidade estratégica no ecossistema Barra, ao aprofundar o potencial de captura de aluguel e acelerar retrofits após o exercício do direito de primeira oferta em ago/25 para adquirir 7,5% do BarraShopping. Ao elevar a participação, a companhia ganhou mais capacidade de orquestrar o mix, destravar áreas subutilizadas (como estacionamentos cobertos) e escalonar entregas conforme a demanda. No BH Shopping, a expansão responde a ocupação elevada e confirma o uso disciplinado de capex de baixa complexidade para gerar ABL incremental com retorno potencialmente superior ao de greenfields, mantendo os shoppings prontos para capturar novas oportunidades de consumo.
Além de refletir demanda orgânica, as obras preservam flexibilidade financeira e cronogramas de entrega faseados, em linha com o alongamento do passivo e o modelo de investimentos de ciclo longo da companhia. A previsibilidade de caixa e a estrutura de pagamento bullet reduzem risco de refinanciamento e permitem calibrar desembolsos frente à execução e às locações, sustentadas pela captação via CRI de R$ 500 milhões com vencimento em 2035. Em síntese, as expansões de hoje funcionam como novo capítulo de uma mesma tese: fortalecer a dominância dos principais ativos, monetizar áreas existentes com alto ROI e manter um pipeline de obras que acompanha a tração comercial e a evolução do portfólio.







