Na terça-feira, 23 de setembro de 2025, a Multiplan (MULT3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 120 milhões, equivalentes a R$ 0,24559842645 por ação. Farão jus os acionistas com posição em 26/09/2025; as ações ficam “ex-juros” a partir de 29/09/2025. O pagamento ocorrerá até 30/09/2026, com retenção de 15% de IR na fonte (salvo isenções aplicáveis), e o valor líquido será imputado ao dividendo mínimo do exercício de 2025. Em termos estratégicos, o anúncio reforça uma política de retorno recorrente e disciplinada, em linha com a redução da GIC para 4,995% em agosto e a distribuição de R$ 120 milhões em JCP em junho, consolidando o binômio recompras + proventos como pilar de criação de valor.

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Ao mesmo tempo, o retorno ao acionista convive com alocação seletiva em ativos dominantes, reforçando a perpetuidade do NOI. No fim de agosto, a companhia avançou na consolidação do controle do seu principal ecossistema no Rio ao adquirir 7,535% adicionais do BarraShopping por R$ 362,5 milhões, elevando a participação a 73,37%. Esse movimento aumenta a capacidade de capturar upside de aluguel, acelerar retrofits e monetizações adjacentes, sustentando crescimento de fluxo de caixa operacional nos próximos ciclos. Assim, o JCP anunciado hoje se encaixa em uma estratégia equilibrada: remunerar o acionista enquanto se expande o potencial dos ativos-âncora, como evidenciado pelo exercício do direito de primeira oferta para elevar a participação no BarraShopping.

Para dar previsibilidade a essa combinação de proventos e investimentos — inclusive com desembolsos do JCP projetados até setembro de 2026 —, a Multiplan alongou o passivo em condições competitivas. No início de setembro, concluiu uma estrutura de funding de 10 anos, com pagamento bullet e custo de 98% do CDI, preservando liquidez de curto prazo e reduzindo risco de refinanciamento. O desenho casa a resiliência do caixa operacional com cronogramas de obra e retrofits, permitindo calibrar desembolsos sem pressionar a alavancagem. Essa arquitetura financeira sustenta a continuidade dos retornos ao acionista e a execução do pipeline imobiliário, como demonstrado pela captação via CRI de R$ 500 milhões com vencimento em 2035.

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