Na prévia operacional do 3T25, a JHSF mostrou aceleração nos principais vetores do ecossistema premium. As vendas consolidadas dos shoppings alcançaram R$ 1,127 bilhão (+10,8% a/a), com ocupação de 99,3% e custo de ocupação de 8,7%; SSS 8,7%, SAS 9,5%, SSR 7,1% e SAR 7,4%. O Shopping Cidade Jardim avançou 16,1% e segue em expansão de ABL, com inauguração do Health Center e ampliações de Dior, Prada, Tiffany & Co., além de futuras flagships de Rolex e Chanel. Em Incorporação, as vendas brutas contratadas somaram R$ 399,7 milhões (+5,8% a/a; +36% t/t). Em Hospitalidade, diária média de R$ 3.875 (+9,2%) e RevPar de R$ 1.986 (+3,8%), enquanto o Fasano Sardegna iniciou o Beach Club. O Aeroporto Catarina registrou alta de 65,5% em movimentos, com capacidade atual totalmente ocupada e início da 6ª expansão.
Esse desempenho do aeroporto consolida a virada de escala prevista com a 5ª expansão do Catarina e início da 6ª fase, que elevou a infraestrutura para 16 hangares e 80 mil m² de pátios sob padrões IS-BAH e reconhecimento Green Airport 2025. O salto de 45,8% nos litros abastecidos e a participação de 62,9% de clientes avulsos sugerem mix mais rentável e maior penetração internacional, coerentes com a tese de serviços de alta margem e atração de MRO. Com a 6ª fase em execução e demanda contratada, o Catarina reforça a previsibilidade de caixa e consolida-se como pilar de renda recorrente dentro do ecossistema de mobilidade, varejo e hospitalidade da JHSF.
Na mesma lógica de ampliação do relacionamento com o cliente de altíssimo padrão, a aquisição majoritária da BYS International adiciona mobilidade marítima em modelo asset light e one stop shop, criando sinergias diretas com a base do Catarina e do portfólio Fasano. A prévia destaca que a operação fortalece o portfólio de serviços e o cross-sell — do hangar ao iate —, elevando recorrência e ticket médio sem demandar capital intensivo. Em conjunto, aeroportos, shoppings e hospitalidade formam uma jornada integrada que sustenta expansão internacional e reforça o posicionamento no segmento de luxo.
O avanço simultâneo de obras (Cidade Jardim, Usina São Paulo, Boa Vista Village Town Center, Shops Faria Lima) é viabilizado pela disciplina de capital e pela monetização organizada de estoques por meio do veículo de R$ 4,6 bilhões para monetizar estoques premium de Cidade Jardim e Boa Vista. Ao separar o ciclo de incorporação do crescimento das plataformas de serviços, a companhia destrava caixa, reduz risco de balanço e acelera lançamentos como São Paulo Surf Club Residences e Fazenda Santa Helena, preservando foco em ativos com demanda comprovada e brand equity elevado. Esse arranjo ajuda a explicar o avanço de 36% t/t nas vendas de incorporação e a manutenção de NOI estável em Locação Residencial e Clubs.
Complementarmente, o financiamento da expansão — especialmente no aeroporto — conta com a oferta de debêntures de R$ 300 milhões em setembro de 2025, que reforçou liquidez e alongou passivos para sustentar o pipeline sem pressionar a alavancagem. Diferentemente de ciclos anteriores mais dependentes de bancos, a JHSF tem usado o mercado de capitais para dar previsibilidade à execução e acelerar fases críticas (novos hangares, town centers e upgrades de mix no varejo). Assim, os números do 3T25 não são um ponto fora da curva, mas a continuidade de uma estratégia que combina funding competitivo, monetização de estoque e escala de serviços premium.







