Em 5 de setembro de 2025, a JHSF Participações (JHSF3) protocolou na CVM pedido de registro automático para oferta pública primária da 18ª emissão de até 300.000 debêntures simples, quirografárias, em duas séries, total de R$ 300 milhões (valor unitário de R$ 1.000), destinada exclusivamente a investidores profissionais. O cronograma prevê bookbuilding em 12/09, data de emissão e anúncio de início em 15/09 e liquidação em 16/09, com encerramento em até 180 dias. A Caixa é coordenadora líder e a Vórtx DTVM, agente fiduciário. A operação segue a Resolução CVM 160, sem prospecto e lâmina por ser restrita, sem classificação de risco e com restrições de revenda. Este movimento dá continuidade à gestão ativa do passivo e consolida a estratégia iniciada no redesenho do passivo no 2T25 com CRI de R$ 625 milhões, que alongou a duração e reduziu o custo da dívida.
Por ser oferta primária e via registro automático, a JHSF acelera captação para reforçar caixa sem dilatar prazos regulatórios, preservando flexibilidade financeira para o pipeline de 2025 — Boa Vista Village Town Center, São Paulo Surf Club, Shops Faria Lima e novos hangares no aeroporto — ao mesmo tempo em que mantém disciplina de capital, mesmo com a agenda de dividendos ao longo do ano. Diferentemente de um financiamento bancário tradicional, a companhia tem usado o mercado de capitais como alavanca recorrente para combinar crescimento orgânico com alongamento de passivos, padrão já evidenciado pela captação do CRI de R$ 625 milhões em maio, a 103,98% do CDI.
O reforço de liquidez ocorre enquanto os ativos de renda mostram tração — shoppings com vendas e ocupação elevadas, hospitalidade com diária em alta e o aeroporto ganhando escala — reduzindo a dependência de ciclos de incorporação e aumentando a previsibilidade de caixa para atravessar diferentes fases de obra e inauguração. Esse arcabouço financeiro dá sustentação a uma tese premium multigeográfica e de longo prazo, na qual a companhia combina monetização de propriedades, expansão de marcas e disciplina na alocação. Nesse contexto, a frente internacional segue avançando com a expansão internacional com a primeira fase do Fasano Sardegna, evidenciando que a captação atual também fortalece a capacidade de execução em projetos de ultra-luxo fora do Brasil sem comprometer o balanço.







