A Motiva concluiu o Fixing da 19ª emissão de debêntures, fixando a taxa de 7,5965% a.a. (base 252) para a 2ª série incentivada. A oferta soma R$ 1,8 bilhão em duas séries, destinada a investidores profissionais sob o rito da Resolução CVM 160, e será ratificada por aditamento à Escritura. Este marco representa a conclusão da fase iniciada na abertura da distribuição da 19ª emissão com alocação em PRVias e Sorocabana, quando a companhia detalhou a destinação da série incentivada (Lei 12.431) a capex regulado e reembolsos elegíveis.
Com o Fixing, a companhia transforma em preço a estrutura previamente definida, consolidando custo e duration do passivo e casando o funding com os fluxos de projetos regulados. Diferentemente do anúncio societário de aprovação, quando foram estabelecidos indexadores, prazos e destinações, o resultado agora encerra a etapa de formação da taxa e prepara a ratificação na escritura. O movimento dá continuidade à aprovação da 19ª emissão em 09/10, com mix DI + IPCA/Lei 12.431 e foco em alongamento do passivo. Ao ancorar o custo de capital em janelas favoráveis, a Motiva reforça o playbook de liability management, reduz descasamentos com contratos reajustados por inflação e preserva margens em concessões de horizonte longo; em outras palavras, o Fixing materializa a execução financeira que sustenta disciplina de capital, previsibilidade de caixa e capacidade de financiar obras prioritárias sem pressionar a holding. Esse encadeamento está alinhado ao que foi apresentado no Capital Markets Day 2025, com rating AAA, duration ampliada e ênfase em funding casado a fluxos regulados.
No eixo de governança e execução, o acesso a dívida longa sob CVM 160 e Lei 12.431 exige previsibilidade societária, documentação robusta e um pipeline elegível. A companhia destacou a possibilidade de colocação a Pessoas Vinculadas diante da ausência de excesso de demanda superior a um terço, mantendo disciplina de preço e foco na destinação dos recursos aos projetos prioritários. A coesão institucional tem sido um vetor de confiança para investidores de crédito, ao minimizar ruídos e acelerar aprovações; nesse sentido, vale lembrar o aditamento ao Acordo de Acionistas que simplificou a estrutura e preservou o controle, reforçando a continuidade estratégica e a fluidez de captações que sustentam o ciclo 2025–2035.







