MSPA3
SCORE 0,0Principais indicadores · Materiais Básicos
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Visno Score
Como calculamos o score →Análise Fundamentalista de MSPA3 (Companhia Melhoramentos de São Paulo)
IAA Companhia Melhoramentos de São Paulo é uma empresa tradicional do setor de Materiais Básicos, atuando no subsetor de Madeira e Papel, no segmento de Papel e Celulose. Com origem no fim do século XIX e longa presença industrial na região de Caieiras (SP), a companhia desenvolveu atividades ligadas à produção de papel, energia própria para suas operações e logística dedicada. As ações da empresa, negociadas na B3 sob os tickers MSPA3 e MSPA4, refletem esse perfil ligado à base florestal e à transformação de papel.
Do ponto de vista de fundamentos financeiros, a margem bruta em torno de 29% sugere capacidade de geração de valor sobre o custo dos insumos, algo relevante em um setor intensivo em capital e sujeito a ciclos de preço. O crescimento da receita líquida em 5 anos acima de 20% ao ano aponta expansão relevante de atividade. Por outro lado, os indicadores de endividamento, com dívida líquida bastante alta em relação ao EBITDA, e a liquidez corrente abaixo de 1, indicam estrutura de capital mais pressionada, o que deve ser interpretado em conjunto com a geração de caixa futura e o perfil de longo prazo típico do segmento.
A empresa obteve nota 0,0 no Visno Score, refletindo principalmente desafios em alavancagem e negociabilidade das ações, apesar do crescimento recente. Essa combinação sugere atenção à estrutura de capital e à liquidez dos papéis ao analisar os indicadores e fundamentos financeiros da Companhia Melhoramentos de São Paulo.
Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.
Visão dos resultados
Evolução da receita e do lucro líquido
Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.
As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.
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- Setor
- Materiais Básicos
- Subsetor
- Papel, Celulose e Embalagens
- Situação
- Fase Operacional
- Anos na bolsa
- 116
- Código CVM
- 3654
- CNPJ
- 60.730.348/0001-66
- Dt. últ. preço
- 04/08/2026
- Dt. últ. resultado
- 31/03/2026
- Dt. próx. resultado
- N/A
- Free float
- 11,99 %
- Outros tickers
- MSPA4
Sobre Companhia Melhoramentos de São Paulo
A Companhia Melhoramentos de São Paulo, negociada na B3 por meio dos tickers MSPA3 e MSPA4, é uma das empresas mais tradicionais do país, com origem no século XIX. Seu histórico remonta a 1877, quando o Coronel Antônio Proost Rodovalho iniciou atividades de produção de cal em sua fazenda às margens do Rio Juqueri-Guaçu, em uma região que passaria a ser conhecida como Caieiras. Poucos anos depois, em 1890, é formalmente constituída a Companhia Melhoramentos de São Paulo, inicialmente ligada à fabricação de papel e à infraestrutura urbana em São Paulo, em um contexto de rápida expansão econômica da capital paulista. Ao longo das décadas seguintes, a empresa diversificou suas operações, integrando produção de papel, atividades editoriais e infraestrutura própria de energia e transporte para sustentar sua base industrial em Caieiras.
Desde cedo, a companhia combinou produção industrial e atividades editoriais. Na virada do século XX, passou a fornecer papel para a gráfica e editora Bühnaeds & Cia., onde atuavam os irmãos Otto e Alfried Weiszflog, que viriam a ser figuras centrais na história da empresa. Em 1915, a editora ligada ao grupo publicou “O Patinho Feio”, considerado o primeiro livro infantil impresso no Brasil, sinalizando a entrada mais estruturada no mercado editorial. Em 1920, ocorre a integração societária entre a Weiszflog Irmãos e a Melhoramentos, consolidando um conglomerado que unia base florestal, produção de papel e atividade editorial. Na década de 1920, a companhia ampliou sua capacidade produtiva de papel e expandiu o catálogo de livros, reforçando a presença tanto na cadeia de papel quanto na de conteúdo literário.
Ao longo do século XX, a Companhia Melhoramentos de São Paulo aprofundou sua atuação em florestas plantadas e em celulose. Em 1942, incorporou a Fazenda Levantina, em Camanducaia (MG), iniciando ali a produção da primeira celulose brasileira. Em 1946, obteve em Caieiras a produção de celulose a partir de eucalipto, marco técnico relevante no setor. A partir da década de 1920, a empresa já vinha realizando plantios renováveis de eucalipto em larga escala, prática que se intensificou com o tempo e deu origem à atual operação de fibras de alto rendimento. Em 1982, inovou ao iniciar a produção de polpa de celulose do tipo CTMP a partir de eucalipto, tecnologia que permitiu o desenvolvimento de aplicações específicas, como papel higiênico a partir dessa matéria-prima.
Na estrutura atual, a Companhia Melhoramentos de São Paulo funciona predominantemente como uma holding de instituições não financeiras, com foco em participações em outras sociedades e na administração de seu patrimônio imobiliário. O grupo organiza suas operações em três frentes principais, classificadas como segmentos de fibras de alto rendimento, editorial e imobiliário. Em 2024, segundo as demonstrações consolidadas, o segmento de fibras de alto rendimento respondeu por aproximadamente 85% da receita operacional líquida, enquanto o editorial representou cerca de 14% e o imobiliário 1%. A companhia administra três fazendas – em Caieiras e Bragança Paulista, no estado de São Paulo, e em Camanducaia, em Minas Gerais – além de sua sede na capital paulista, que também é utilizada para locação de espaços corporativos, auditório e áreas para eventos.
O braço florestal e industrial do grupo é concentrado na controlada Melhoramentos Florestal Ltda., responsável por atividades de silvicultura, florestamento e reflorestamento, bem como pela fabricação de fibras de alto rendimento a partir de madeira de reflorestamento, especialmente pinus e eucalipto. O processo produtivo envolve o desfibramento da madeira, e a empresa também presta serviços de gestão de manejos silviculturais em reflorestamentos próprios e de terceiros. As fibras produzidas são destinadas a clientes industriais e distribuídas por meio de vendas diretas, com logística rodoviária. A Melhoramentos Florestal detém participação estimada em torno de 32% no seu mercado de atuação em fibras de alto rendimento, em um contexto de preços internacionais de celulose considerados favoráveis, embora com maior competição local desde a entrada de um novo concorrente em 2018. Essa concentração de receita é refletida também na base de clientes, já que três compradores respondem por cerca de 93% do faturamento dessa controlada.
O segmento editorial é desenvolvido por um conjunto de controladas, entre elas Editora Melhoramentos Ltda., Melhoramentos Livros Ltda., Cora Livros Ltda., Jaguari Livros Ltda., Melhoramentos Livrarias Ltda., Melhoramentos Melius Ltda., Melhoramentos Manguinhos Ltda. e Terras Bonsucesso Ltda. Essas empresas atuam em editoração, diagramação, produção de textos e ilustrações, bem como na publicação e comercialização de livros, conteúdos literários e materiais educativos e culturais, em diferentes suportes. A distribuição é feita por logística terceirizada, distribuidores e representantes comerciais. A Editora Melhoramentos, especificamente, estima ter cerca de 1% de participação em um mercado bastante pulverizado, impactado pela crise do varejo de livros e pela competição com outras formas de entretenimento, como streaming e jogos. Em 2024, o segmento editorial respondeu por aproximadamente 14% da receita operacional consolidada, apoiado também em uma base de clientes concentrada, em que três compradores representam 44% da receita da controlada editorial.
Um terceiro pilar do conglomerado está ligado ao desenvolvimento e exploração imobiliária. Diversas controladas, como Altea Empreendimentos Ltda., PLD Cajamar V Empreendimentos Imobiliários S.A., Engelote Incorporações e Urbanismo S.A. e Setor K Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., têm como foco a compra e venda de imóveis, loteamento, incorporação e construção, administração e locação de bens próprios, com ênfase em imóveis voltados à exploração logística. Há também uma Sociedade em Conta de Participação com a Swiss Park Caieiras Incorporadora SPE Ltda., firmada em 2018, para o desenvolvimento de loteamento imobiliário em terrenos da companhia em Caieiras (SP). Embora o segmento imobiliário represente parcela pequena da receita operacional líquida – cerca de 1% em 2024 –, ele está diretamente relacionado ao aproveitamento do portfólio de ativos fundiários e industriais acumulado historicamente pela empresa.
A Companhia Melhoramentos de São Paulo e suas controladas operam predominantemente no mercado interno e não apresentam receitas relevantes no exterior, não estando sujeitas, portanto, à regulação de mercados internacionais. Do ponto de vista regulatório doméstico, a principal exposição está concentrada na Melhoramentos Florestal, que depende de licenças ambientais e sanitárias para suas operações. Entre os órgãos envolvidos estão o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais (SUPRAM) para o processo de licenciamento e selo florestal, além da ANVISA para a produção de embalagens de polpa moldada. Nas relações com fornecedores, destaca-se a regulação de energia elétrica, por se tratar de serviço público sujeito às normas da ANEEL, e o controle de papel imune aplicado às operações editoriais, regido por normas da SEFAZ/SP e da Receita Federal.
Em termos ambientais, sociais e de governança (ASG), a companhia mantém uma estrutura formalizada de políticas e relatórios. Anualmente, divulga relatório de sustentabilidade baseado em padrões GRI e SASB, e desde o exercício de 2022 o inventário de emissões de carbono passou a ser auditado por empresa independente. Em 2023, elaborou sua matriz de materialidade em ASG, e considera como prioritários para seu negócio diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, incluindo temas ligados à educação, água, energia limpa, trabalho decente, inovação, consumo responsável, clima e vida terrestre. A controlada Melhoramentos Florestal possui certificação FSC puro (100%) e adota uma Política de Desenvolvimento Florestal que enfatiza manejo sustentável, proteção de ecossistemas, conservação de recursos hídricos e respeito às legislações ambientais e trabalhistas em São Paulo e Minas Gerais. A companhia também mantém um Código de Responsabilidade Socioambiental para Fornecedores e reflete aspectos de sustentabilidade e ética em seu Código de Conduta, reforçando diretrizes de governança corporativa aplicáveis a todo o conglomerado.
As ações MSPA3 e MSPA4 representam, portanto, participação em um grupo empresarial com atuação concentrada em fibras de alto rendimento para a indústria, apoiada em base florestal certificada, complementada por um negócio editorial de livros e conteúdos educacionais e um portfólio de ativos imobiliários voltados à exploração logística e desenvolvimento urbano. Essa combinação de segmentos, com forte peso do negócio florestal-industrial, é condicionada por fatores como dinâmica de preços da celulose, concentração de clientes industriais, ambiente competitivo no mercado editorial brasileiro e o aproveitamento econômico de um portfólio imobiliário historicamente constituído em áreas estratégicas de São Paulo e Minas Gerais.
Perguntas frequentes sobre MSPA3
Qual a cotação de MSPA3 hoje?
A cotação de MSPA3 em 04/08/2026 é de R$ 38,29. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.
MSPA3 paga dividendos?
MSPA3 não registrou pagamento de dividendos ou JCP nos últimos 12 meses. Consulte o histórico completo na página para mais detalhes.
Como comprar ações de MSPA3?
Para comprar ações de MSPA3 (Companhia Melhoramentos de São Paulo), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código MSPA3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.
Como analisar as ações de MSPA3?
Para analisar MSPA3, considere indicadores como Dividend Yield de 0,00%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.
