SUZB3
SCORE 6,6Principais indicadores · Materiais Básicos
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Visno Score
Como calculamos o score →Análise Fundamentalista de SUZB3 (Suzano)
IAA Suzano é uma empresa do setor de Materiais Básicos, atuando no subsetor de Madeira e Papel, segmento de Papel e Celulose, com foco em indústria e comércio de papel e celulose. Com origem no início do século XX e histórico de expansão por fusões, aquisições e investimentos industriais e florestais, a companhia consolidou operações relevantes no mercado de celulose de eucalipto. As ações da Suzano (SUZB3) são negociadas na B3, onde a empresa integra o Novo Mercado.
Os fundamentos financeiros recentes indicam alta rentabilidade, com ROE de 23,68% e margens líquida e EBIT acima de 20%, o que sugere eficiência operacional em um setor intensivo em capital. A liquidez corrente de 3,51 e a liquidez seca de 2,8 apontam conforto na cobertura de obrigações de curto prazo. Por outro lado, a alavancagem medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA em 3,14 deve ser interpretada em conjunto com a natureza cíclica do setor de papel e celulose e com a necessidade recorrente de investimentos.
A empresa obteve nota 6,6 no Visno Score, refletindo combinação de alta liquidez e rentabilidade acima da média, mas com crescimento mais moderado e consistência histórica apenas mediana. A negociabilidade também aparece como ponto relativamente favorável para as ações, o que tende a facilitar a entrada e saída de investidores.
Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.
Visão dos resultados
Evolução da receita e do lucro líquido
Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.
As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.
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- Setor
- Materiais Básicos
- Subsetor
- Papel, Celulose e Embalagens
- Site
- suzano.com.br/ri
- Situação
- Fase Operacional
- Anos na bolsa
- 34
- Código CVM
- 13986
- CNPJ
- 16.404.287/0001-55
- Dt. últ. preço
- 07/08/2026
- Dt. últ. resultado
- 31/03/2026
- Dt. próx. resultado
- 12/08/2026
- Free float
- 48,34 %
Sobre Suzano
Suzano S.A. é uma companhia brasileira com atuação integrada nos segmentos de celulose e papel, cujas origens remontam a 1924, quando Leon Feffer iniciou atividades no comércio de papéis nacionais e importados. A trajetória industrial começou com a aquisição da primeira máquina de papel no final da década de 1930, evoluindo para a constituição, nos anos 1950, da Companhia Suzano de Papel e Celulose, considerada pioneira no uso de celulose de eucalipto em escala industrial. Em meados da década de 1960, essa operação passou a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto. A atual Suzano S.A. foi originalmente constituída em 1987 como Bahia Sul Celulose S.A., em joint venture com a então Companhia Vale do Rio Doce, tornou-se companhia aberta em 1992 e, após uma série de reestruturações societárias, incorporou a antiga Companhia Suzano em 2004. A empresa aderiu ao Nível 1 de governança corporativa da B3 em 2004 e migrou para o segmento Novo Mercado em 2017, consolidando sua estrutura como Suzano S.A. após a incorporação da Fibria em 2019. As ações ordinárias de emissão da Suzano são negociadas na B3 sob o ticker SUZB3 e também na Bolsa de Valores de Nova York por meio de ADRs de Nível II.
O modelo de negócio da Suzano é baseado em uma cadeia verticalmente integrada que abrange a formação e manejo de florestas plantadas de eucalipto, a produção de celulose e a fabricação de diversos tipos de papéis e produtos de bens de consumo à base de fibra celulósica. A companhia atua predominantemente em dois grandes segmentos operacionais: celulose e papel. O portfólio de celulose inclui celulose de mercado de fibra curta de eucalipto, direcionada principalmente à exportação, e celulose fluff, utilizada, entre outros, em produtos de higiene absorventes. No segmento de papel, a empresa produz papéis para imprimir e escrever revestidos e não revestidos, papel cartão e papel tissue, incluindo papéis higiênicos e outros itens de consumo. Embora possua iniciativas em negócios adjacentes, como lignina e biotecnologia florestal, a geração de receita permanece concentrada na venda de celulose e papéis de diferentes especificações e aplicações industriais e de consumo.
A estrutura operacional da Suzano envolve uma base florestal de milhões de hectares e um parque industrial distribuído em várias regiões do Brasil, com unidades integradas e não integradas de celulose, papel e tissue. Em 31 de dezembro de 2024, a companhia detinha cerca de 3,2 milhões de hectares de terras, entre áreas próprias, arrendadas, parcerias e fomento, dos quais aproximadamente 1,7 milhão de hectares eram destinados a plantios de eucalipto e 1,2 milhão de hectares à conservação ambiental. A capacidade instalada de produção de celulose de mercado alcançava 13,4 milhões de toneladas por ano, complementada por capacidades de 1,7 milhão de toneladas anuais em papel e embalagens e cerca de 280 mil toneladas em bens de consumo. O parque industrial inclui fábricas integradas de celulose e papel no estado de São Paulo (Unidades Suzano e Limeira), uma unidade de papel não integrada em Rio Verde (SP), unidades integradas de celulose, papel e tissue em Mucuri (BA) e de celulose e tissue em Imperatriz (MA), além da grande unidade de celulose de mercado em Ribas do Rio Pardo (MS), cuja operação foi iniciada em 2024. Após a combinação de negócios com a Fibria, somaram-se fábricas de celulose de mercado em Três Lagoas (MS), Jacareí (SP) e Aracruz (ES), bem como participações em Veracel, em Eunápolis (BA), e em Portocel, terminal especializado em celulose no Espírito Santo.
O segmento de celulose representa a maior parte do faturamento da Suzano. Em 2024, a receita líquida consolidada atingiu aproximadamente R$ 47,4 bilhões, dos quais cerca de 79% foram provenientes do segmento de celulose e 21% do segmento de papel, proporção semelhante à observada em períodos anteriores. A empresa atua de forma relevante no mercado internacional: nesse mesmo exercício, cerca de 79,8% da receita líquida teve origem em vendas para o exterior, o que evidencia o perfil exportador da operação, especialmente em celulose de mercado. Segundo dados de consultorias especializadas citadas pela companhia, a Suzano era, ao final de 2024, a maior produtora mundial de celulose de eucalipto e também a maior produtora global de celulose de mercado. No mercado doméstico de papéis, mantinha participação relevante, respondendo por parcela expressiva das vendas de papel para imprimir e escrever e de papel cartão no Brasil, além de uma presença crescente em papéis tissue, reforçada pela aquisição de operações como a Facepa e, em 2023, do negócio de tissue da Kimberly-Clark no país, incluindo a marca Neve.
A base de clientes da Suzano é diversificada, sem concentração relevante em um único comprador no consolidado anual, tanto no mercado interno quanto no externo. A celulose de mercado é fornecida a fabricantes globais de papéis para impressão, embalagens, papéis sanitários e outros produtos baseados em fibra, enquanto os papéis produzidos pela companhia abastecem segmentos como editorial, escritórios, embalagens cartonadas e bens de consumo. No exercício de 2024, nenhum cliente respondeu por mais de 10% da receita líquida total, ainda que, em determinados períodos intermediários, alguns clientes tenham assumido participação superior a 10% dentro de segmentos específicos de celulose ou papel. A pulverização da carteira contribui para diluir riscos de dependência comercial, ao mesmo tempo em que reforça a natureza de fornecedora de insumos industriais e produtos de base florestal para diferentes cadeias de valor global.
Geograficamente, a Suzano mantém escritórios administrativos em São Paulo (SP) e Salvador (BA), além de unidades industriais em estados como São Paulo, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Pará e Ceará. A logística de escoamento da produção combina modais rodoviário, ferroviário e aquaviário, com unidades como Jacareí (SP), Três Lagoas (MS) e Imperatriz (MA) conectadas por ferrovias a portos relevantes, como Santos (SP) e Itaqui (MA). A proximidade média entre as florestas de eucalipto e as fábricas, em torno de 187 km em 2024, é apontada como fator estrutural de competitividade, reduzindo custos de transporte e impacto ambiental associado. No exterior, a Suzano mantém subsidiárias e escritórios de representação em países como China, Estados Unidos, Suíça, Argentina, Holanda e Áustria, além de laboratórios de pesquisa em Israel, Canadá e no próprio Brasil, o que sustenta sua atuação global em vendas e desenvolvimento tecnológico.
A operação da Suzano está sujeita a um arcabouço regulatório amplo, que envolve licenças ambientais, autorizações florestais e regras específicas para logística e infraestrutura. Em suas atividades portuárias e de transporte aquaviário, a companhia se enquadra na regulação da Lei dos Portos, em âmbito federal, e é supervisionada por órgãos como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o Ministério da Infraestrutura, no que diz respeito à exploração de portos organizados, terminais portuários e operações correlatas. Além disso, a atividade florestal e a operação industrial de celulose e papel exigem cumprimento de legislações ambientais brasileiras em níveis federal, estadual e municipal, bem como aderência a padrões técnicos internacionais para controle de emissões, qualidade de efluentes e uso de recursos naturais.
No campo da inovação e da agenda de sustentabilidade, a Suzano investe em biotecnologia, manejo florestal avançado e desenvolvimento de novos materiais a partir de biomassa celulósica. A aquisição da FuturaGene, empresa especializada em biotecnologia, reforçou a competência interna em melhoramento genético de eucalipto, incluindo o desenvolvimento de eucalipto geneticamente modificado de maior produtividade aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. A empresa criou, em 2022, a Suzano Ventures, um veículo de corporate venture capital com foco em startups que atuam em tecnologias de biomassa celulósica, embalagens celulósicas, agrotecnologia florestal e soluções para captura e gestão de carbono. Também participa, desde 2022, da Biomas, aliança empresarial dedicada à restauração, conservação e preservação de florestas nativas no Brasil. Em termos ambientais, a companhia mantém extensa área de conservação, cumpre a exigência de reservas legais e de preservação permanente e adota processos industriais de branqueamento de celulose do tipo ECF e, em menor escala, TCF, com tratamento de efluentes alinhado a padrões brasileiros e internacionais.
Do ponto de vista de governança corporativa e estrutura de capital, a Suzano é uma companhia aberta listada no Novo Mercado da B3, com ações ordinárias SUZB3 representando 100% do capital votante, e mantém programa de ADRs Nível II na NYSE, com cada ADS lastreado em duas ações ordinárias. Em 30 de junho de 2025, o capital social era composto por pouco mais de 1,26 bilhão de ações ordinárias, com cerca de 49% em circulação no mercado, evidenciando base acionária dispersa. Os resultados financeiros consolidados indicam uma operação de grande escala, com ativos totais superiores a R$ 150 bilhões e geração expressiva de EBITDA Ajustado, refletindo a relevância da empresa na cadeia global de papel e celulose e sua inserção entre os principais exportadores brasileiros de produtos florestais industriais, por meio das ações negociadas na B3 sob o ticker SUZB3.
Perguntas frequentes sobre SUZB3
Qual a cotação de SUZB3 hoje?
A cotação de SUZB3 em 07/08/2026 é de R$ 41,70. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.
SUZB3 paga dividendos?
Nos últimos 12 meses, SUZB3 pagou dividendos e/ou JCP no meses de abril, dezembro, totalizando R$ 1,12 por ação (Dividend Yield de 2,69%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.
Como comprar ações de SUZB3?
Para comprar ações de SUZB3 (Suzano), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código SUZB3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.
Como analisar as ações de SUZB3?
Para analisar SUZB3, considere indicadores como P/L de 4,64, Dividend Yield de 2,69%, ROE de 23,68%, margem líquida de 22,96%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.
