VALE3

ValeMateriais Básicos

SCORE 7,3
R$ 76,66+R$ 0,35(+0,46%)
SCORE 7,3+ Carteira

Principais indicadores · Materiais Básicos

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Dividend Yield
7,14 %
Preço/Lucro
30,11
Preço/VPA
1,59
ROE
5,27 %
ROIC
11,39 %
Margem líquida
4,75 %
CAGR Receita líquida 5A
-5,80 %
Market Cap
R$ 312,19 B
Liquidez corrente
1,19
Margem bruta
34,92 %
Preço
R$ 76,66
Preço/Ativos
0,68

Cotação

7,3/10 · fundamentos acima da média
Rentabilidade10,0
Consistência7,3
Negociabilidade10,0
Liquidez6,9
Crescimento0,0
Alavancagem9,6

Análise Fundamentalista de VALE3 (Vale)

IA

A Vale é uma empresa de mineração do setor de Materiais Básicos, com atuação em Mineração, especificamente em Minerais Metálicos. Suas ações, negociadas na B3 sob o ticker VALE3, estão ligadas principalmente à extração e comercialização de minério de ferro, além de outros minerais. Com longa presença no mercado brasileiro e internacional, a companhia construiu operações relevantes voltadas à exportação para grandes polos siderúrgicos, atendendo tanto demandas externas quanto o mercado doméstico.

Os fundamentos financeiros recentes indicam uma rentabilidade moderada, com ROE e ROIC positivos, apoiados por margens bruta e EBIT relativamente confortáveis para o setor de mineração, que é cíclico e sujeito a volatilidade de preços de commodities. O crescimento de receita e lucro em cinco anos mostra retração, o que sugere um ambiente mais desafiador ou base comparativa elevada. A alavancagem, medida por Dívida Líquida/EBITDA, parece controlada, enquanto os indicadores de liquidez corrente e seca apontam capacidade razoável de honrar compromissos de curto prazo, embora devam ser interpretados em conjunto com a geração de caixa operacional.

A empresa obteve nota 7,3 no Visno Score, o que sugere combinação de boa rentabilidade e estrutura de capital considerada saudável, com alavancagem relativamente confortável. A nota elevada em negociabilidade indica que as ações VALE3 tendem a apresentar liquidez relevante na B3, enquanto o componente de crescimento aparece como o ponto mais fraco na avaliação recente.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

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Dados cadastrais

Subsetor
Mineração
Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
58
Código CVM
4170
CNPJ
33.592.510/0001-54
Dt. últ. preço
05/08/2026
Dt. últ. resultado
30/06/2026
Dt. próx. resultado
29/10/2026
Free float
96,01 %

Sobre Vale

A Vale S.A. é uma companhia brasileira fundada em 11 de janeiro de 1943, originalmente sob a denominação Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), no contexto da nacionalização das reservas minerais durante o Governo Vargas. Sua criação está ligada à sucessão da Itabira Iron Ore Company, empresa de capital estrangeiro que detinha concessões para explorar as jazidas de minério de ferro na região de Itabira, em Minas Gerais, e operar a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Ao longo das décadas seguintes, a empresa passou de sociedade de economia mista com forte presença estatal a uma corporação global de capital pulverizado, hoje sem acionista controlador. As ações ordinárias da Vale são negociadas no segmento Novo Mercado da B3 sob o ticker VALE3, além de estarem listadas na NYSE (VALE) e no Latibex em Madri (XVALO), o que reforça o caráter internacional de sua base de investidores e de suas operações.

O histórico operacional da Vale está intimamente associado ao desenvolvimento da mineração no Brasil e à formação de um sistema integrado mina-ferrovia-porto. Desde o início do século XX, a EFVM já transportava minério de ferro e produtos agropecuários, mantendo até hoje serviço contínuo de passageiros. A partir dos anos 1950, com o início da produção de pelotas e a integração das usinas de pelotização à infraestrutura logística, a empresa consolidou o modelo que combina extração mineral, beneficiamento, transporte ferroviário e exportação por meio de terminais marítimos próprios. Nas décadas de 1960 e 1970, a Vale ampliou sua presença no mercado internacional com a inauguração do Porto de Tubarão, no Espírito Santo, e contratos de longo prazo com siderúrgicas do Japão e da Alemanha, passando depois a atender também a China, que hoje é o principal destino de seus produtos.

A privatização da CVRD em 1997 marcou uma mudança relevante na estrutura acionária, com a transferência do controle para a holding Valepar S.A., formada por empresas privadas e fundos de pensão. Nos anos 2000, a Vale ampliou sua diversificação mineral com a entrada em cobre, por meio da Mina do Sossego em 2004, e com a expansão em minério de ferro com a Mina de Brucutu em 2006. A aquisição da mineradora canadense Inco Limited, em 2006, atual Vale Canada Limited, consolidou a presença da companhia em metais considerados importantes para a transição energética, especialmente níquel. Em 2007, refletindo sua consolidação como grupo global, a CVRD passou a adotar apenas a marca Vale. Na esfera de governança, um marco foi a reestruturação de 2017, que incluiu conversão de ações preferenciais em ordinárias, incorporação da Valepar e migração das ações para o Novo Mercado da B3, processo que culminou em 2020 com o fim do acordo de acionistas e a ausência de um controlador definido.

O modelo de negócios da Vale é estruturado em dois grandes segmentos: Soluções de Minério de Ferro e Metais para Transição Energética, além de uma categoria residual de “Outros”. Em Soluções de Minério de Ferro, a empresa atua na extração de minério de ferro, produção de aglomerados (pelotas e briquetes) e na operação de extensos sistemas logísticos associados, que incluem ferrovias, terminais marítimos e portos, bem como ativos de energia relacionados às operações de mineração. A Vale opera três sistemas integrados de minério de ferro no Brasil – Norte, Sudeste e Sul – que conectam complexos minerários a terminais de exportação como Ponta da Madeira, Tubarão, Ilha Guaíba e Itaguaí. No segmento de Metais para Transição Energética, a companhia concentra-se em minerais não ferrosos, principalmente níquel e cobre, com coprodutos e subprodutos como cobalto, metais do grupo da platina, prata e ouro, refletindo um portfólio vinculado a cadeias industriais globais intensivas em metais.

O segmento de Soluções de Minério de Ferro é o principal gerador de receita da Vale. No exercício findo em 31 de dezembro de 2024, esse segmento respondeu por aproximadamente 82,6% da receita operacional líquida das operações continuadas, considerando minério de ferro, pelotas, outros produtos ferrosos e serviços. Somente o minério de ferro gerou R$ 134,3 bilhões em receita, ou 65,2% do total, enquanto pelotas e outros produtos ferrosos adicionaram mais parcelas relevantes. A empresa produz minério de ferro em minas a céu aberto localizadas principalmente no Pará e em Minas Gerais, com diferentes tipos de minério, incluindo hematita de alto teor e itabirito, que passam por processos de beneficiamento a seco e via úmida para produzir sinter feed, pellet feed e minério granulado. A Vale também opera oito usinas de pelotização no Brasil e duas em Omã, além de plantas de briquetagem, com capacidade nominal total estimada de dezenas de milhões de toneladas ao ano em aglomerados, reforçando seu papel como fornecedora de soluções ajustadas às necessidades da indústria siderúrgica mundial.

Em Metais para Transição Energética, que respondeu por cerca de 17,4% da receita operacional líquida da Vale em 2024, a companhia opera essencialmente por meio de sua subsidiária Vale Base Metals Limited (VBM). As principais operações de níquel estão no Canadá e na Indonésia, com minas, usinas de processamento e unidades de refino no Canadá, Reino Unido e Japão. Nessas operações, o minério de níquel produz subprodutos como cobalto, PGMs, prata e ouro, que são processados em instalações de refino em locais como Port Colborne e Long Harbour, no Canadá. No Brasil, a empresa explora níquel em Onça Puma, no Pará. Já em cobre, a produção ocorre nas minas de Sossego e Salobo, também em Carajás, e em unidades no Canadá associadas às operações de níquel, com produção de concentrados e cátodos de cobre. A Vale ainda recebe pagamentos pela prata e ouro contidos nos concentrados de cobre de Salobo e pela parcela de ouro presente no concentrado de Sossego, adicionando complexidade ao seu mix de metais.

A presença geográfica da Vale é ampla, tanto na produção quanto na base de clientes. A companhia participa de projetos de exploração mineral greenfield em cinco países e opera grandes sistemas logísticos no Brasil e em outras regiões do mundo, com ferrovias, portos e centros de distribuição que suportam a entrega de minério de ferro globalmente. Em 2024, a Ásia concentrou 66,7% da receita operacional líquida, com destaque para a China (incluindo Taiwan) que respondeu por 51,1% do total. A Europa respondeu por 11,8%, com a Alemanha como mercado relevante, enquanto as Américas representaram 14,6% da receita, incluindo Brasil e Estados Unidos. O Oriente Médio, África e Oceania completam a distribuição geográfica das vendas. Nenhum cliente isolado respondeu por mais de 10% da receita no período, o que indica diversificação na carteira de compradores, majoritariamente ligados à siderurgia e setores intensivos em metais.

As atividades da Vale são fortemente reguladas, em especial pela natureza mineral e pela relevância ambiental de seus ativos. Em mineração, os recursos minerais pertencem ao Estado em países como o Brasil, exigindo concessões governamentais para exploração e lavra, enquanto em outras jurisdições, como Ontário no Canadá, parte das operações se baseia em direitos minerários privados. A empresa detém extensas concessões e licenças de lavra no Brasil, Canadá e Indonésia, além de áreas em fase de exploração, e está sujeita a royalties e tributos específicos, como a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no Brasil, bem como taxas de fiscalização estaduais e municipais ligadas à extração. Em províncias canadenses e na Indonésia, a Vale também recolhe impostos e royalties específicos do setor de mineração, o que influencia a rentabilidade dos projetos e demanda gestão ativa de questões regulatórias.

No campo ambiental, social e de governança (ASG), a Vale declara compromisso com a integração da sustentabilidade em seus negócios e vem estruturando sua comunicação por meio de um Relato Integrado anual desde o exercício de 2020, em substituição ao antigo Relatório de Sustentabilidade. Esse relatório segue referências internacionais como o Integrated Reporting Framework, as normas GRI, o suplemento setorial de Mineração e Metais, indicadores SASB, princípios do ICMM, orientações da TNFD e métricas do Fórum Econômico Mundial. O Relato Integrado referente a 2024 passou por asseguração limitada da PwC e apresenta matriz de materialidade com temas considerados críticos para a companhia, como barragens, biodiversidade, comunidades locais, direitos humanos, ecoeficiência, fechamento de mina, governança e conformidade, mudanças climáticas, pessoas, saúde e segurança, e inovação. Além disso, a Vale foi signatária, em 2009, de uma carta aberta ao Brasil sobre mudanças climáticas, assumindo compromissos voluntários de redução de emissões de gases de efeito estufa, inserindo a temática climática na agenda estratégica da empresa. Para o investidor Pessoa Física que acompanha VALE3 na B3, esses elementos ajudam a entender não apenas o perfil de geração de receita, mas também o contexto regulatório e de sustentabilidade que influencia o risco e as perspectivas de longo prazo do negócio de mineração e metais da companhia.

Perguntas frequentes sobre VALE3

Qual a cotação de VALE3 hoje?

A cotação de VALE3 em 05/08/2026 é de R$ 76,66. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

VALE3 paga dividendos?

Nos últimos 12 meses, VALE3 pagou dividendos e/ou JCP no meses de agosto, dezembro, totalizando R$ 5,48 por ação (Dividend Yield de 7,14%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.

Como comprar ações de VALE3?

Para comprar ações de VALE3 (Vale), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código VALE3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de VALE3?

Para analisar VALE3, considere indicadores como P/L de 30,11, Dividend Yield de 7,14%, ROE de 5,27%, margem líquida de 4,75%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.