Nesta segunda-feira, 29/09/2025, a Motiva informou que, em 26/09, foi celebrado o Termo Aditivo nº 10 do Contrato de Concessão 4232521201 da ViaQuatro, formalizando a extensão da Linha 4–Amarela até Taboão da Serra. O aditivo prevê cerca de 3,3 km adicionais, duas novas estações (Chácara do Jockey e Taboão da Serra), seis trens e uma nova subestação; a sinalização terá aditivo específico. O investimento totaliza R$ 3,9 bilhões, com aporte de R$ 3,0 bilhões do Estado de São Paulo (financiamento em negociação com o Banco Mundial), e prorrogação antecipada do contrato por 20 anos a partir de 21/06/2040. A assinatura materializa a via regulatória e dá consequência à aprovação da prorrogação antecipada da Linha 4 com TIR explicitada, elevando a previsibilidade de retorno e o horizonte de caixa do ativo.
O aditivo também reconhece R$ 531,7 milhões de desequilíbrio econômico‑financeiro decorrente da frustração de receita tarifária pelo atraso na conclusão da Fase II, e estabelece um acréscimo de R$ 0,4230 na tarifa a que a concessionária faz jus por passageiro transportado, a partir de 01/09/2025 até o término da concessão, além da captura de demanda incremental da extensão. Este capítulo conclui a trilha aberta pelo reconhecimento do desequilíbrio econômico‑financeiro de R$ 531,7 milhões na ViaQuatro, convertendo pleitos técnicos em ativos contratuais com mecanismos claros de recomposição (prazo, tarifa e expansão), o que tende a suavizar pressões de capex, preservar margens e reduzir a volatilidade de fluxo de caixa ao longo do ciclo da PPP. Além disso, a combinação de prazo estendido e tarifa adicional melhora o matching entre investimentos, curva de demanda e remuneração regulada, ancorando um fluxo mais estável para a ViaQuatro.
Estrategicamente, a formalização do aditivo está alinhada ao plano de focar a Plataforma de Trilhos em crescimento com risco controlado, transformando pleitos técnicos em retornos contratualizados e alongando horizontes de caixa. Essa direção foi detalhada ao mercado no Capital Markets Day 2025, que priorizou crescimento seletivo em Trilhos, sinergias no footprint atual e reequilíbrios regulatórios – incluindo a extensão da Linha 4 a Taboão da Serra. Ao explicitar métricas de retorno e estender o contrato, a Motiva reforça a ambição de eficiência (queda do OPEX/Receita), disciplina de capital e previsibilidade de portfólio, em linha com a Ambição 2030–2035. Para o investidor, o movimento combina expansão com risco controlado: amplia a base remunerada, melhora a visibilidade de caixa e reforça a tese de criação de valor na Plataforma de Trilhos.







